
As algarobeiras estão espalhadas ao longo do leito do rio Apodi/Mossoró em vários municípios
A algaroba (Prosopis juliflora), que foi introduzida no semiárido nordestino nos anos 40 como alternativa para alimentação dos animais e uso da madeira para construção, cercas e carvão vegetal, mas acabou sendo preterida pelos agricultores da região, poderá ser novamente aproveitada na região. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Semiárido, localizada em Petrolina (PE), desenvolve projeto que objetiva favorecer a exploração produtiva da algaroba sem causar maiores danos ao meio ambiente e promover o aproveitamento das vargens para produção de forragem.
Ele lembra que quando foi introduzida no Nordeste, na década de 40, essa árvore trazida do Peru não recebeu o manejo adequado e, por isso, se espalhou de forma desordenada sobre extensas áreas com maior umidade do solo.
O projeto desenvolvido pela Embrapa Semiárido intitulado "Manejo de áreas invadidas por algarobeira" conta com recursos do Programa Nacional de Diversidade Biológica (PRONABIO) e está sendo executado em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Diretoria de Desenvolvimento Florestal da Secretaria de Agricultura da Bahia. Os trabalhos serão desenvolvidos nos próximos dois anos em dez áreas de invasão dessa espécie localizadas no Piauí, Paraíba, Bahia e Pernambuco.
Para o pesquisador Paulo César Fernandes Lima, da Embrapa Semiárido, a retomada da algaroba merece uma abordagem mais ampla da sua presença no ambiente da caatinga. É difícil estabelecer uma regra que a caracterize estritamente como benéfica ou vilã. Na opinião do pesquisador, há várias questões de ordens econômica e ecológica que precisam ser observadas para se poder estabelecer um valor para a planta. “Uma coisa deve se levar em conta: se mal manejada, a espécie é capaz de causar grandes malefícios, principalmente os de ordem ambiental”, alerta.
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