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terça-feira, 22 de abril de 2014

Piadas de Caipira

Faltavam poucos dias para o casamento de Adolfo, filho de um fazendeiro de Munguengue. A mãe da moça, uma quarentona escultural, estilo Luiza Brunet, lhe disse, no alpendre da fazenda:
— Adolfo, quero que você saiba que eu sempre te achei um homem atraente e ... bem ... estou sem graça de falar ...
- Pode falar, dona Sônia! Fique à vontade!
— Bom, Adolfo, antes que você casasse, eu gostaria de fazer sexo com você!
Adolfo fica boquiaberto e a sogra prossegue:
— Eu vou lá pro quarto! Se você quiser ir embora, já sabe onde é a porta, se quiser me ter é só ir lá pro quarto, estarei te esperando ... gostoso!
Adolfo espera a sogra ir para o quarto, pensa por meio segundo e decide o caminho que vai tomar, corre para a porta e encontra, apoiado no seu Jeep, o seu sogro, marido da dona Sônia, sorridente.
-- Parabéns, Adolfo! — disse ele — Queríamos saber se você era um homem fiel, honesto e leal e você passou pelo teste!
Então a sogra saiu da casa e também o cumprimentou.
Adolfo bota a mão na cabeça e pensa: É bem melhor carregar as camisinhas no Jeep do que no bolso.
NORDESTE: AQUI É O MEU LUGAR

Vou falar do meu lugar
Terra de cabra da peste
Terra de homem valente
Do sertão e do agreste
Terra do mandacaru
Do nosso maracatu
Meu lugar é o Nordeste!

Meu Nordeste tem riquezas
Só encontradas aqui
Sua música, sua dança
Sua gente que sorri
Nosso povo tem bravura
Tem tradição, tem cultura
Da Bahia ao Piauí.

A nossa música é linda
Temos coco e embolada
Aboio e banda de pife
Poesia improvisada
Axé, repente, baião
O forró do Gonzagão
Que faz a maior noitada.

Frevo, xote e xaxado
Violeiro, canturia
O martelo agalopado
O cordel e a poesia
O cantador de viola
Fazendo versos na hora
Pra nos trazer alegria.

Nossa dança é muito rica
E bastante popular
Tem ciranda, afoxé
Para quem quiser dançar
Bumba-meu-boi, capoeira
Essa dança brasileira
Querida em todo lugar.

Tem baião e tem forró
Pra dançar agarradinho
Tem maracatu, congada
Tem o cavalo-marinho
Festa junina animada
Pra toda rapaziada
Namorar um “bucadinho”.

Nossa culinária é rica
Em tradição e sabor
Tem cuscuz, tem macaxeira
Que têm um grande valor
Tem o xinxim de galinha
Rapadura com farinha
Tudo feito com amor.

Do bode tem a buchada
Carne de sol com pirão
O mocotó, a rabada
O bobó de camarão
Bredo no coco, paçoca
Vatapá e tapioca
Venha provar o qu’é bão.

Temos doce bem gostoso
Como o Bolo de Fubá
A cocada, a rapadura
O quindim e o mungunzá
Temos Beijinho de coco
Que deixa qualquer um loco
Venha aqui saborear.

As festas do meu Nordeste
Têm alegria e calor
O carnaval de Olinda,
De Recife e Salvador
Em Natal o “Carnatal”
Em Fortaleza o “Fortal”
Micaretas de valor.

Quando chega o São João
A "disputa" é pra valer
A "Capital do Forró"
Todos querem conhecer
Caruaru tem beleza
Campina Grande destreza
Para o forró não morrer.

Terra de Alceu Valença
E de Jackson do Pandeiro
Terra de Luís Gonzaga
Esse grande brasileiro
A terra de Elba Ramalho
E também de Zé Ramalho
Famosos no mundo inteiro.

A terra de Virgulino
O famoso Lampião
A terra de Vitalino
Rei do barro feito à mão
A terra do “Padim Ciço”
Dos milagres, “dos bendito”
Do poder da oração.

Piauí da Pré-História
Bahia do candomblé
Paraíba das cachaças
Em Sergipe eu boto fé
Pernambuco tem o frevo
Alagoas tem segredo
Vá descobrir o que é.

Maranhão é o estado
Pra dançar bumba-meu-boi
Ceará do “Padim Ciço”
Só conhece quem já foi
No Rio Grande do Norte
A cultura é muito forte
Vá! Não deixe pra depois.

Essa terra é muito boa
Dela ninguém me separa
Tem tudo pra se viver
Uma culinária rara
Uma beleza campestre
Só deixo o meu Nordeste
No último pau-de-arara.
Carlinhos Cordel

NOTÍCIAS

A seca no Inharé

No começo da semana chega carta do leitor José Vicente Neto, postada no Sítio Retiro do Jaú, que fica nas beiradas do Açude Alívio, ribeiras do Inharé, município de Santa Cruz. O mote principal é a falta de chuvas por aquelas bandas deixando agricultores e criadores preocupados com mais um ano de seca. Zé Neto ou Vicente Neto, como ele também assina sua correspondência, diz que nasceu em Macau, “lá irriba, uma quase ilha, terra de minha mãe, mas fui criado aqui mais embaixo, em Santa Cruz, terra do meu pai” e que derna de menino convive, “aqui e acolá com os infortúnios da seca: falta d’água, êxodo, agricultura frágil e promessas de dias melhores”. Transcrevo outras passagens da carta de Zé Vicente:

- Em meados dos anos 90, antes da Adutora Monsenhor Expedito, tive, como tantos outros daqui, que me retirar pra Natal pra estudar e pra me livrar da seca. Foi nessa picada que ingressei na antiga ETFRN e depois fiz concurso para a Aeronáutica e conheci outras paisagens, mas acabei movido pela saudade, regressando e aqui fiquei: em Santa Cruz.

- Pois bem, meu pai tem um sítio na beira do Açude do Alívio (ou Inharé), Sítio Retiro do Jaú, onde ele cria de tudo: galinha, pavão, guiné, pato, ganso, uma vaquinha de estimação, uma ruma de gatos e outra leva de cachorros. Eu crio três cavalos: uma égua e um poltro, ambos quarto-de-milha, e uma poltrinha paint-horse. Posso dizer por mim e por meu pai que a seca por aqui está de lascar. E olhe que nós temos algo que a maioria não tem que é acesso a água esverdeada, mas de grande valia, do Açude do Alívio. Isso ameniza, e muito, os efeitos dessa danada que devora o Nordeste de quando em vez e que não consegue nunca ser domada por quem tem o “chicote” nas mãos.

- A paisagem é amarronzada onde havia o pasto natural, e ao redor da represa, com volume já muito baixo, ainda dá pra ver o verde do capim d’água que é o que está salvando o rebanho. O capim elefante plantado pelas vazantes está a preço de ouro. Os jumentos, que dizem os sertanejos, só engordam na seca, andam em lotes nas beiradas das cercas que margeiam as estradas de terra atrás dos galhos secos de “maiva”. O preço da ração está nas alturas, principalmente o milho, que é o energético por excelência.

- As chuvas são tímidas, imperceptíveis às vezes. Todos os dias corro os olhos pelo site do INPE e me animo, de vez em quando, com a probabilidade alta de chuva – 80% geralmente – por essas bandas. Mas na prática o que os olhos daqui veem é um sol terrível, ás vezes aparado por algumas nuvens que chegam ali na Serra da Samambaia acompanhadas de um vento cheiroso de chuva, mas que parecem hesitar quando ali chegam e se dissipam. Cada um pro seu lado e vão para sabe-se lá onde.

- No dia de São José, não choveu por aqui, quando amanheceu o dia seguinte, abri a porta pra pegar o jornal e vi que o chão estava molhado, ou seja, um atraso perdoável. Li na Tribuna de alguns dias atrás, que o inverno desse ano será influenciado pelo El Niño e me perguntei para que existe a previsão meteorológica tendo em vista que não se sabe dizer se a tal influência vai ser para que chova ou para que faça sol!

- Bom, espero que você leia essas linhas e que lhe sirvam para alguma coisa. Por fim, um forte abraço e uma feliz Semana Santa. Retiro do Jaú, Santa Cruz-RN, 15 de abril de 2014, José Vicente Neto”


MILHO

A Conab garante que nenhum produtor cadastrado no Programa de Vendas em Balcão foi excluído da Operação Especial, que desde maio de 2012, oferece milho em condições especiais para criadores atingidos pela seca na região atendida pela Sudene. Até 30 de junho, os 272 mil cadastrados no Programa de Vendas em Balcão na área da Sudene poderão adquirir até 3 mil quilos de milho/mês, ao preço  de R$ 18,12 a saca.

RAÇÃO

Criadores da região do Seridó pedem à Conab uma fiscalização mais rigorosa na listagem dos beneficiários do programa de milho do governo.  Vários desses criadores já teriam vendido ou todo ou grande parte do rebanho e, mesmo assim, continuam adquirindo o milho com preço subsidiado.

ORGÂNICOS
 
Com um total estimado de 1,5 milhão de hectares, englobando as atividades de agricultura e pecuária, com predomínio de pequenos produtores rurais, a produção orgânica nacional apresenta tendência de crescimento continuado nos próximos anos. O Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos, do Ministério da Agricultura e Pecuária, lista até o momento 7.959 agricultores orgânicos individuais certificados.
TRIBUNA DO NORTE

CURA PELA NATUREZA

Receitas caseiras resolvem problema de rachaduras nos pés

Este é um problema muito chato e comum. Ainda bem que podemos resolvê-lo facilmente com duas excelentes receitas caseiras para rachaduras nos pés. A primeira delas é a mais natural.

Faça o seguinte:
 Moa um punhado de arroz até obter uma farinha fina e adicione algumas colheres de mel e vinagre de maçã o suficiente para obter uma pasta grossa.

Para moer o arroz, basta colocar num pacotinho e bater com o martelo até virar pó ou bater no liquidificador.

Se as rachaduras forem muito profundas, adicione uma colher de azeite de oliva.

Mergulhe os pés em água morna por 20 minutos e faça uma massagem suave com essa pasta. Pode deixar a pasta nos pés, só tire o excesso!

Se o pé estiver com a pele muito grossa, à medida que for sarando, dá para ir lixando até que fique fininho e curado.

A segunda receita não é tão natural, mas é caseira e sem nenhum prejuízo à saúde. E garantimos: funciona mesmo!

Faça o seguinte:
 À noite, antes de dormir, passe batom nas rachaduras. Pode ser um batom baratinho ou o que já está no fim.

Calce um par de meias e vá dormir. Quando acordar, retire as meias e lave os pés.

Repita isso até ficar curado, que normalmente ocorre em menos de duas semanas.
  

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Chico Pedrosa - Filosofia de Cabôco

Piadas de Caipira

Duas mulheres muito gostosas, verdadeiros aviões, resolveram sacanear com Bastião vaqueiro, um velhinho com mais de 80 anos.
Aproximaram-se dele sentado na caçada da bodega em Munguengue e uma delas pergunta:
— Oi, velhinho simpático, tudo bem? O que você faria com duas mulheres tão gostosas como nós duas?
Bastião vaqueiro, muito bruto, depressa respondeu:
-Oxente dona!! Com ocês duas, nada. Mas com mais duas de ocês, abriria um puteiro.

DESIGUALDADES SÓCIAIS

Quando Deus dar a farinha, vem o diabo e rasga o saco!
VIVE O POBRE NO SUFOCO
CARENTE DE PRATA E COBRE
MÁS ALEGRIA DE POBRE
DIZEM QUE DURA TÃO POUCO
SUA CADEIRA É UM TOCO
SEU SANITÁRIO UM BURACO
SUA BEBIDA UM CHÁ FRACO
FEITO DE CASCA DE PINHA
QUANDO DEUS DAR A FARINHA
VEM O DIABO E RASGA O SACO.

QUANDO PENSA QUE ESTÁ BEM
E SUA VIDA SOSSEGADA
VEM UMA SECA MALVADA
E CARREGA O POUCO QUE TEM
VER-SE O POBRE SEM NINGUÉM
ABATIDO E SÓ O CACO
DE OLHAR FUNDO E OPACO
TENDO A FOME POR VIZINHA
QUANDO DEUS DAR A FARINHA
VEM O DIABO E RASGA O SACO.

JR. ADELINO
MOTE:TIBURCIO BIZERRA


DO BLOG JATÃO VAQUEIRO

"POBRE É IMAGEM DO CÃO"
JÁ DIZ O DITADO POPULAR
NÃO TEM LUGAR PRA MORAR
DEITA E DORME NO CHÃO
LHE FALTA O ARROZ E FEIJÃO
POR ISSO TÁ SEMPRE FRACO
SEM DINHEIRO NO BISACO
PRA FAZER UMA FEIRINHA
QUANDO DEUS DAR A FARINHA
VEM O DIABO E RASGA O SACO.

O PIOR DE TUDO ISSO
EU AINDA VOU DIZER
SEM TER MAIS O QUE FAZER
NÃO CUMPRE COMPROMISSO
PASSA O POBRE A SER OMISSO
NÃO PAGA E FICA VELHACO
A CONTA CRESCE COMO BURACO
O POVO CHAMANDO DE GENTINHA
QUANDO DEUS DAR A FARINHA
VEM O DIABO E RASGA O SACO.

MAIS TUDO ISSO É NORMAL
NUM PAÍS DE DESIGUALDADE
FALTA DE RESPONSABILIDADE
DE QUEM NOS GOVERNA MAL
POLÍTICO FAZ DESCASO TOTAL
POBRE PRA ELE FEDE A SOVACO
SÓ PRESTA CATANDO CAVACO
OU ROUBANDO ALGUMA GALINHA
QUANDO DEUS DAR A FARINHA
VEM O DIABO E RASGA O SACO.

ESSE É MEU PAÍS:
JATÃO VAQUEIRO

VAQUEJADAS E CAVALGADAS

VAQUEJADAS
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Foto: VAQUEJADA NO PARQUE JOÃO FELIPE COM 25 MIL EM PRÊMIOS DIAS 16,17 E 18 DE MAIO DE 2014...
FORRÓ NO SÁBADO 17 DE MAIO COM TOCA DO VALE, ALCIMAR MONTEIRO E ARREIO DE OURO

Foto: VAQUEJADA DO PARQUE RITA MEDEIROS
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CAVALGADAS

CAVALGADA DE LAGOA DE VELHOS-RN


CAVALGADA MESSIAS TARGINO - RN
Foto: Cavalgada de messias targino!

NOTÍCIAS

Jornalista lança edição com “tradução” de 10 mil palavras

Edição revisada conta com 10 mil verbetes
Cão chupando manga, obrigação, frevo. O significado dessas palavras e expressões em suas regiões de origem será desvendado no ‘Dicionário do Nordeste’. Ao menos é o que pretende o jornalista pernambucano Fred Navarro, autor da obra, que conta com dez mil

Em São Paulo, o autor tem encontro marcado com os leitores para sessão de autógrafos no dia 13 de maio, a partir das 18h30, na Livraria da Vila do Jardim Paulista. Apesar do nome, o dicionário-enciclopédia ultrapassa as barreiras regionais e aborda classificação gramatical, considera aspectos sociológicos, flora e fauna, tribos indígenas, fenômenos da natureza, culinária, esporte. Para o jornalista, a obra traduz “o dia a dia do sertanejo, do pescador, um raio-x da região nordestina”.

“O Brasil não conhece o Brasil. Regiões extensas como as brasileiras mereciam mais estudos e registros sobre a língua e os subdialetos regionais. Com exceção do Nordeste, não há outra região do País que tenha merecido um dicionário deste porte”, conta o autor.

g1.globo.com


VEJAM ALGUMAS PALAVRAS E EXPRESSÕES:
A
Alpercata – sandália de couro. Também chamada de “priquitinha”.
Alumiar – iluminar; projetar luz sobre algo ou alguém.
Amancebado – amigado; casal que vive junto, mas não casou oficialmente.

BBacurim – porco novo
Baixa da égua – lugar distante.
Baldear – pertubar; tirar a paciência;
Banho de asseio – banho em que são lavadas apenas as partes genitais.
Bexiguento – pessoa que não presta.

C
Cabra da peste – homem destemido; valente (hoje também é usado em referência feminina).
Cabrunco – coisa ruim.
Cacete armado – bar ou restaurante pequenos, de baixa qualidade.
Cacunda – costas; dorso.

DDa peste! – algo extremamente bom ou extremamente ruim.


E
E foi, foi? – “É mesmo?”
Emprenhar pelos ouvidos – Acreditar em fofoca.

F
Fazer mal – tirar a virgindade de uma mulher.
Fi, fio ou filho (da bexiga, da peste, do cabrunco, da moléstia, de uma égua, do cranco) – coisa ou pessoa ruim [neste caso, acho que a pessoa vira coisa, mas tudo bem...].

G
Gato rei – prostituta.
Geroz - Algeroz; junção entre o telhado e uma parede mais alta.
Gorar - estragar a cerveja ou o ovo.

X
Xibiu de apito – objeto ou pessoa que faz muito barulho.

NOTÍCIAS

Chuvas não recuperam mananciais potiguar
Mesmo com as últimas chuvas, Itans está com pouco mais de 15%
O período chuvoso no semiárido nordestino deve acabar em meados de maio e, até lá, não terá sido suficiente para recuperar satisfatoriamente o nível dos reservatórios potiguares. Esta é uma previsão da Empresa de Pesquisas Agropecuárias do Rio Grande do Norte (Emparn) para os próximos meses. De acordo com o meteorologista do órgão, Gilmar Bristot, a agricultura tem se recuperado com as precipitações do início deste ano, que estão dentro da normalidade. Porém os gestores precisam se preparar para as dificuldades que serão causadas pelo baixo volume do líquido armazenado para o resto do ano.

“Ainda temos um mês de chuva pela frente. A regularidade delas aqui depende dos oceanos, que estão favoráveis. Mesmo assim está chovendo pouco. Dizer se vai ter recarga desses açudes é difícil e as autoridades precisam estar preparadas para enfrentar o resto do ano” Disse Bristot. Para ele seriam necessárias chuvas mais constantes e fortes para que o nível das barragens subisse. Nestes próximos dias, a previsão é de chuva, segundo a Emparn. Elas podem ser fortalecidas dependendo do comportamento de uma frente fria que está sobre o Estado de Minas Gerais, no Sudeste.
Tribuna do Norte