quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O VELHO E O VIAGRA

Quero trazer ao leitor,
Esse texto verdadeiro,
Pra falar de um assunto,
Já um tanto corriqueiro,
Aqui em nosso universo,
Dizem que já faz sucesso,
Pondo na vida o tempero.


Esse tempero que falo,
Tem o nome de Viagra,
O azulinho encardido,
Usado no fim da saga,
Que faz da necessidade,
De tantos em certa idade,
Ficar pisando em brasa.


O velho tomando o Viagra,
Fica alegre e todo afoito,
Pode ter setenta anos,
Que  se sente com dezoito,
Desaparece a tristeza,
Quando lhe surge a proeza,
De encharcar o biscoito.


Se o Viagra é poderoso,
Pra fazer ressuscitar,
O moleque amolecido,
Que nem sonha levantar,
O famoso comprimido,
Por muitos é ingerido,
Por mastro se empinar.


A fama de todo homem,
É só em sexo pensar,
Por mais que esteja fraco,
E nenhum pensa em falhar,
Então pra se precaver,
De tudo vai se valer,
Pro carro não emperrar.


O velho chega pra velha,
Todo cheio de razão,
Faz charme e até acenos,
Se sentindo um garanhão,
Dizendo consigo mesmo,
Hoje não deixo sobejo,
Tiro a manteiga do pão.


Canta arrastando a asa,
Sassarica feito um galo,
Dizendo hoje minha veia,
O motor pega no estalo,
Não quero reclamação,
Pois carreguei o canhão,
Que está cheio até o talo.


Com o Viagra na guela,
Torce pra fazer efeito,
Pois sua maior alegria,
É manobrar o sujeito,
Tirar da licença prêmio,
Por todo seu desempenho,
Quando tudo era perfeito.


Aumenta-lhe a euforia,
A ver a coisa esquentar,
Diz logo virgem Maria,
Hoje o bicho vai pegar,
Vira um poldro redomão,
Quebra rédea e gibão,
Louco pra noite chegar.


Pois esse tal de Viagra,
É remédio milagroso,
Costuma tirar da forca,
Quem já engoliu caroço,
O fraco fica um terror,
O forte vira um trator,
Faz velho se sentir moço.


Diz o velho que o Viagra,
Devolve-lhe a alegria,
Deixado o seu fogo aceso,
E o ponteiro ao meio dia,
E o que estava enrugado,
Fica teso e assanhado,
Sem fazer burocracia.


ETA  remedinho porreta,
Esse pequeno comprimido,
Faz o velhote acanhado,
Deixar o canhão munido,
Quando ver a coisa preta,
Arrepia-se e faz careta,
Para investir no partido.

Cosme B Araujo.

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