sexta-feira, 27 de maio de 2016

CORDEL DE JATÃO

UM CORDEL DE JATÃO, FALANDO DE JATÃO!

Hoje vou falar um pouco
Da vida de um cidadão
Que você só conhece
Pela voz da locução
Ele vive no Nordeste
Esse cabra da peste
Que ama seu torrão

Não sei como vou fazer
Pra falar algo de mim
Vou puxar pela caixola
Lembrar Tim-Tim por Tim-Tim
Pois só falo a verdade
Não gosto de falsidade
Pode acreditar padim!!

Ao Divino Espirito Santo
Eu invoco com devoção
Para que eu possa falar
O que vier ao coração
Com meu padim ciço
Fecho agora compromisso
Pedindo a ele inspiração

Sou neto de agricultor
E de comprador de algodão
Que viveram nessas terras
Desde o tempo de Gavião
Eu fui nascido e criado
Nesse sertão esturricado
Por isso adoro esse chão

João Florêncio era meu avô
Casimiro Xavier também
Muito conhecidos nesse lugar
Por quem vai e quem vem
Um era agricultor
Outro de couro comprador
Para ganhar o vintém

Dona Lica Fernandes
Era minha avó materna
Dona Lucinda Figueira
Minha avó paterna
Todos já nos deixaram
Saudades aqui ficaram
Restando lembranças eterna

Meu pai é João Bosco
Que concertava televisão
Rádio de pilha e radiola
Essa era sua profissão
Com Francinete casado
Tendo três filhos gerado 
Desta singela união

Sou casado com Josineide
Filha de seu Sebastião
Sebastião de Aristóteles
Marchante da antiga Gavião
Com dona Maria casado 
Vendia carne no mercado 
Aos feirantes da região

Tenho dois filhos lindos
Por nós bem criados
João Victor e Helena Lúcia
Os dois muito amados
Amar, obedecer e respeitar
Ter fé, humildade e orar 
Sempre foram ensinados

Sou católico praticante
Do terço dos homens e ECC
Rezo a Nossa Senhora
Que por mim venha interceder
Ao Sagrado Coração de Jesus 
Pedindo força e lúz 
Para que possa me fortalecer

Da cultura sou amante
Gosto do meu Nordeste
Das nossas tradições
Sou um cabra da peste
Forró, cantoria e vaquejada
Corrida de agorinha e cavalgada 
Gosto e ninguém conteste

É mais ou menos isso
Que lhes tenho a falar
Deste poeta nordestino
Que gosta de versejar
O meu nome é Jatão
Nascido nesse sertão
Aqui gosto de morar
Faço daqui morada
Na seca ou na invernada
Daqui ninguém vai me tirar

Se um dia eu me for
Saudades levarei
Do povo de Umarizal
Que tanto acordei
Na madrugada fria
Antes de amanhecer o dia
Dizendo "Bom dia cheguei"
Mais não chegou a hora
Não posso ir agora
"Morte pise ai no frei"

Estou muito ocupado
Tenho muito o que fazer
Não tenho tempo agora
De esticar as pernas e morrer
Tem muita cavalgada
Cantoria e vaquejada
Que ainda quero ver
Se você teimar e vier
Dou 4 pulo e um ponta pé
Correndo pra me esconder
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

MAIS NÉ NÃO PADIM VÉI??
Texto: Jatão Vaqueiro

CORDEL DE JATÃO

A SECA E A POLITICAGEM
SE SENTE MEU COMPADRE
PARA PODER ME ESCUTAR
PEÇA UMA CANECA DE CHÁ
BEM QUENTE A COMADRE
NÃO SAIA DE CASA AGORA
NEM QUE CHAME LÁ FORA
UMA FREIRA OU UM PADRE

A MEU PADIM CIÇO ROMÃO
AO PAI DE JESUS, SÃO JOSÉ
SANTOS QUE TENHO MUITA FÉ
COMO TENHO EM FREI DAMIÃO
PEÇO LUZ PARA MEU SABER
PARA QUE POSSA DESCREVER
ESSE MEU PEDAÇO DE CHÃO

MALTRATADO E SECO SERTÃO
DE POVO DESESPERANÇADO
SOFRIDO E ABANDONADO
SÓ LEMBRADO EM ELEIÇÃO
TERRA ESQUECIDA SEM ALEGRIA
QUE VIVE SOFRENDO AGONIA
RETRATO DA DECEPÇÃO

GALO CANTA NO POLEIRO
ANUNCIANDO UM DIA NOVO
QUE PARA NOSSO POVO
PARECE ATÉ O DERRADEIRO
SEM TER MAIS ESPERANÇA
O SERTANEJO TRISTE CANSA
COMO CANSA UM RIO RASTEIRO

AMIGOS ESSE LAMENTO
É PARA QUEM SENTE A DOR
DE VER A CAATINGA SEM FLOR
POR FALTA DE CHUVA E VENTO
O AÇUDE RACHA A LAMA
BERRA LOGO A BEZERRAMA
SEM TER ÁGUA NEM ALIMENTO

O FAMOSO CABRA DA PESTE
MESMO FORTE COMO É
CHORA SEM TER MAIS FÉ
COM A SECA DO NORDESTE
FALTA A FARINHA O FEIJÃO
NÃO TEM O MILHO DO PÃO
NEM VIZINHO QUE EMPRESTE

COM FOME CHORA MENINO
LEITE DE VACA NÃO TEM
DE JUMENTA AINDA TEM
MAIS É FRACO E MUITO FINO
É UM CAOS, É UM INFERNO
SERTANEJO SEM INVERNO
FICA TRISTE SEM DESTINO

NA MESA DO SERTANEJO
FALTA LOGO A MISTURA
CARNE DE BOI E FUÇURA
NÃO TEM NEM O SOBEJO
O CABRA FAZ UMA PRECE
PRA VER SE A CHUVA DESCE
MOLHANDO SEU LUGAREJO

SEM CHUVA FICA CINZENTO
MORRE TODA CRIAÇÃO
GADO, OVELHA E BARRÃO
NÃO ESCAPA NEM JUMENTO
DESAPARECE O CAMPINA
DA SERIEMA DA COLINA
SÓ SE OUVE O LAMENTO

ESSA É A TRISTE SINA
DO CABOCLO DO SERTÃO
DE INVERNO A VERÃO
DIGO AGORA NESSA RIMA
PADECENDO COM ESTIAGEM
AINDA AGUENTA POLITICAGEM
DE ENGRAVATADO LÁ DE CIMA

PREFEITO E UM TAL DE VEREADOR
AGORA QUEREM SEU VOTO
DE TODO SANTO ELE É DEVOTO
PRA ENGANAR O SENHOR
SAI ABRAÇANDO TODO MUNDO
PROMETE O MUNDO E O FUNDO
DIZENDO, "DESSA VEZ EU DOU"

NÃO ARRISQUE SUA SORTE
VOTE COM SABEDORIA
SAIBA ESCOLHER NO DIA
SEU VOTO LHE FAZ FORTE
CANDIDATO QUE NUNCA FEZ
MERECE AGORA DESSA VEZ
DO SEU CARGO TER UM CORTE

NESSA RIMA DETALHADA
FALANDO DO MEU SERTÃO
QUERIA MOSTRAR PATRÃO
UMA REVOLTA DANADA
QUE TENHO DENTRO DE MIM
DE UM CERTO POVIM
QUE FAZ AGORA CAMINHADA
INDO NA CASA DO ELEITOR
PEDINDO O VOTO DO SENHOR
COM UMA CARA LAVADA

EM 2016 TEM VOTAÇÃO
SANTOS IRÃO APARECER
GARANTO VOCÊ VAI VER
E NÃO É ALMA NÃO
É CANDIDATO COPA DO MUNDO
COM CARA DE MORIBUNDO
SÓ EM ÉPOCA DE ELEIÇÃO
DIZENDO, "FIZ, FAÇO VOU FAZER
É SÓ EU ME ELEGER
COM SEU VOTO CIDADÃO"

MAIS NE NÃO PADIM!!!
JATÃO VAQUEIRO

PÊSAMES!

Conheça a história de Bento Honório das Covinhas, de Rodolfo Fernandes!
Aposentado faleceu na tarde desta terça-feira, dia 24; ele ficou muito conhecido no Oeste do RN após construir uma igreja no município de Rodolfo Fernandes, em homenagem a duas meninas que morreram de fome e sede na seca de 1877.

Historia das Meninas das covinhas
Uma igrejinha construída na divisa entre os Estados do Rio Grande do Norte e Ceará, município de Rodolfo Fernandes, marca o lugar exato onde no ano de 1877 duas meninas irmãs morreram de fome e sede, quando acompanhavam os pais e outros vários retirantes na fuga de uma das maiores secas registradas na história desta região. Era Mãe Cândida que contava essa história aos netos, sempre que eles perguntavam sobre um clarão que viam naquelas bandas de chão, numa época onde ali energia elétrica ainda não existia. Um dos netos era Raimundo Honório Cavalcante de Oliveira, conhecido como Bento Honório, que em 1953 realizou o sonho de comprar a fazenda Sossego, e que acabou se tornando precursor de uma história de muita fé, que tem atraído pessoas de várias partes do Brasil: a história das Anjinhas das Covinhas.

História que é contada pelo próprio Bento Honório...
"No dia 24 de agosto de 1980 senti uma dor muito forte, no momento em que mexia em uma cerca da fazenda. Cheguei em casa muito mal, a ponto de desmaiar. Era uma quarta-feira. A família decidiu que eu deveria ir para Mossoró no outro dia. Estava tão mal que fiquei mesmo em Itaú, cidade vizinha, de onde retornei no sábado. No domingo, as dores pioraram. Nesta noite eu estava sentado numa cadeira do quarto, pouca luz, quando tive a primeira visão das meninas. Elas estavam em pé, na porta.

No dia seguinte fui internado no Hospital Almeida Castro, em Mossoró. Recebi soro e medicamentos, passei o maior sufoco, o maior sofrimento.
Por sugestão de vários médicos, entre eles o ex-deputado Laíre Rosado, fui transferido para o Hospital Geral de Fortaleza, que estava sem vagas. Fiquei então no Hospital Fernando Távora. Exames, medicamentos, banhos e ninguém sabia ainda o que eu tinha.

O Dr. Fausto falou que poderia ser hepatite. Mandou tirar sangue e não era. Dr. Célio mandou bater um raio-x, e nada. Pediram então uma Junta Médica. O Dr. Afonso chegou a me desenganar, mas a decisão foi o isolamento, pois poderia ser uma doença contagiosa, talvez de rato ou outro animal. Fui então para o Hospital Geral para um isolamento de 10 dias. Sentia muita dor e paralisia no corpo todo, a ponto de nem conseguir dormir. Se morresse o corpo ficaria para estudos.

No primeiro dia, fiz uma cirurgia onde botaram um aparelho na minha barriga para que eu recebesse dois soros simultaneamente. Nesta noite faltou energia. Nos poucos segundos antes do gerador ser ligado, tive a segunda visão das meninas. Foi quando fiz uma promessa.

Uma amostra de meu sangue foi mandada para o Rio de Janeiro, o resultado viria com quatro dias. Durante este período não podia beber água, só soro. Ouvi dos enfermeiros que até as roupas de cama eram queimadas. Não podia receber visitas de ninguém.

No quarto dia, quando amanhecia, uma senhora e duas meninas entraram no quarto. Eu ainda estava bastante sonolento, mas lembro muito bem quando a mulher pediu a uma das meninas uma válvula para retirar o aparelho de soro que estava ligado ao meu umbigo. Ainda hoje vejo a mão da menina entregando esta válvula. Retiraram toda a aparelhagem e fizeram o curativo.
Quando Dr. Célio chegou perguntou quem havia retirado o aparelho e feito o curativo. Respondi que tinha sido uma senhora de branco e duas meninas. Ele logo pensou que eu estava delirando, mas quando procurou saber na equipe como aquilo havia ocorrido, e porque no prontuário não havia nada, ninguém soube dar a resposta. Foi quando contei para Dr. Célio sobre minhas visões.

Em meio a perplexidade dos médicos, chegaram os exames com resultado negativo. Mandaram refazer. Mais quatro dias sem água, e agora recebendo soro pelo braço. Novamente resultados negativos. Na noite do 10º dia no isolamento, tive uma nova visão. Vi o local das covinhas com todos os detalhes: uma árvore caída e uma pequena lagoa marcaram aquela visão. E ouvi uma voz dizendo: "Com os poderes de Deus, o Sr. está curado".

No outro dia convocaram uma junta médica com 20 médicos. Não podiam atestar qualquer doença devido todos os exames darem negativo. Decidiram por minha permanência por mais dez dias no hospital. Depois teria que fazer exames regulares em 15, 30, 60 e 120 dias após a alta do hospital. Nenhum remédio foi recomendado." Bento Honório Trinta dias exatos do dia em que havia saído de casa, Bento retornou com um Cruzeiro que encomendara em Fortaleza. Neste mesmo dia foi em busca do lugar que as visões indicaram. A partir daí começou a luta para erguer a igreja e dar a ela uma estrutura digna para receber os fiéis. Ele diz que não foi difícil devido ter recebido inúmeras doações de pessoas das mais diversas cidades, inclusive do sul do país, que não sabiam nem onde era Rodolfo Fernandes.
Resultado de imagem para COVINHAS RODOLFO FERNANDES
Durante anos realizou o sonho da construção da Igreja das Covinhas, a obra física. A obra espiritual, no entanto, está presente nas milhares de pessoas que todos os anos visitam a Igreja e o Cruzeiro, com suas histórias, preces e agradecimentos.

A Igreja das Covinhas está a 5 km da cidade de Rodolfo Fernandes, distante 400 km da capital Natal.
Márcio Melo com Texto da Maracajá On Line

VAQUEJADA



bom jesus

sppotengi

quarta-feira, 25 de maio de 2016

CORDEL

ISSO É PAIDÉGUA DE BOM / E TEM NO MEU SERTÃO


CUM LICENÇA PADIM CIÇO
VOU FALAR DO MEU TORRÃO
DAS COISAS QUE TEM AQUI
APREGADA NESSE CHÃO
COMEÇO FALANDO DE DOM
ISSO É PAIDÉGUA DE BOM
E TEM NO MEU SERTÃO

DOM DE SER VIOLEIRO
REPENTISTA DA CANÇÃO
ABOIADOR NORDESTINO
DAS FESTAS DE APARTAÇÃO
DE VIOLA TIRANDO SOM
ISSO É PAIDÉGUA DE BOM
E TEM NO MEU SERTÃO

TEM TOMBÉM NO NORDESTE
PRAS BANDAS DO RINCÃO
MININO QUE BRINCA CUM OSSO
CHAMANDO DE BOI SANSÃO
COM A BOCA FAZENDO MON
ISSO É PAIDÉGUA DE BOM
E TEM NO MEU SERTÃO

UMA VEIA BATENDO ROUPA
NA BOCA DUM CACIMBÃO
METENDO O CASSETE
DISPOIS DE PASSAR SABÃO
A PAULADA É QUEM DÁ O TOM
ISSO É PAIDÉGUA DE BOM
E TEM NO MEU SERTÃO

VAQUEIRO BEM MONTADO
NUM BOM CAVALO ALAZÃO
CORTANDO MATO FECHADO
ATRÁS DE BOI BARBATÃO
USANDO GIBÃO MARROM
ISSO É PAIDÉGUA DE BOM
E TEM NO MEU SERTÃO

UMA CABOCA FOIMOSA
CHEIROSA A LOÇÃO
DANÇADEIRA DE FORRÓ
XOTE, XAXADO E BAIÃO
NÃO IMPORTA QUAL O TOM
ISSO É PAIDÉGUA DE BOM
E TEM NO MEU SERTÃO

FORRÓ É EM LATADA
DE BARRO BATIDO NO CHÃO
ALUMIANDO TEM CANDEEIRO
O SOM É DE ACORDEÃO
FAZENDO FONRON-FON-FON
ISSO É PAIDÉGUA DE BOM
E TEM NO MEU SERTÃO

É CRIA TOMBÉM DAQUI
DAS QUEBRADAS DO SERTÃO
UM FAMOSO LECUTOR
CONHECIDO POR JATÃO
DEUS LHES DEU ESSE DOM
O CABRA É PAIDÉGUA DE BOM
E TEM NO MEU SERTÃO

TEXTO: JATÃO VAQUEIRO

ESTIAGEM

É grave a seca no Rio Grande do Norte
Resultado de imagem para SECA SERTÃO
Quase 70% dos municípios norteriograndenses estão em situação de emergência por causa da estiagem severa, que já dura mais de quatro anos

A situação de emergência está decretada em razão de desastre que incapacita o Estado ou o município atingido a responder pelas consequências sozinho e precisa, portanto, de auxílio complementar da União para as ações de socorro e recuperação. Para isso a Secretaria Nacional de Defesa Civil precisa reconhecer a condição.

NOTÍCIAS

Federação da Agricultura ganha ônibus pra inclusão digital rural
A FAERN – Federação da Agricultura do RN vai fazer inclusão digital nas comunidades rurais em um micro ônibus.
A aquisição foi fruto de uma reunião, hoje em Brasília, entre o Presidente da FAERN, José Vieira com o Presidente da CNA, João Martins da Silva Júnior.

A ação itinerante vai ampliar o atendimento, com mais informações e qualificação para os produtores rurais.

José Vieira e João Martins da Silva Júnior.

CULTURA

SEM REFORMA, MUSEU DO SERTÃO ESTÁ EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
A situação do Museu do Sertão, que guarda a história do homem sertanejo e da cultura de Petrolina, no Sertão pernambucano, é precária. Isso é porque a estrutura que abriga objetos de antigos moradores da cidade, estão com o forro caindo e as paredes mofadas, o que compromete a história local.

O visitante que chega até ele pode até se surpreender com o que ainda pode ser visto, mas não exatamente pelas curiosidades e sim pela condição de abandono do Museu do Sertão. As paredes estão rachadas, o teto quebrado, tem até área isolada pra visitação. Por esses problemas, o local é um dos pontos turísticos pouco visitados na cidade.
No segundo pavilhão, onde estão subdivididos temas como indústria, feira livre, artesanato local e estadual, a situação se repete. A entrada para a terceira parte do Museu do Sertão, onde fica a ala religiosa, está fechada com cadeado depois que parte do teto caiu.

Pelo menos desde 2013, a reforma do Museu do sertão está sendo aguardada. O local não passa por reforma há cerca de 10 anos. Alguns objetos, inclusive, já estão quebrados, como uma das cadeiras que integra o acervo. Em março de 2015 o secretário executivo de Cultura de Petrolina, Ozenir Luciano, explicou que a reforma seria realizada. “O governo municipal vai elaborar este plano de reforma imediatamente. O orçamento já está tomado. Vamos fazer a licitação que deve durar em torno de 90 dias e a empresa vencedora do processo já vai estar disponível para iniciá-la”, disse o secretário há um ano.
A assessoria de comunicação foi procurada para explicar quando, de fato, deverá começar a reforma do Museu, já que uma empresa ganhou a licitação para fazer a obra, mas não respondeu ao questionamento.

Do G1

NOTÍCIAS

Ministro da Cultura toma posse e diz que pasta não servirá a "projeto de poder"
O presidente em exercício, Michel Temer, afirmou na tarde desta terça-feira (24) que "fatos equivocados em um dado momento podem gerar fatos positivos em outras ocasiões" e exemplificou a "posse individualizada" e "especial" do ministro da Cultura, Marcelo Calero. "Ao dar posse a Calero estou homenageando a cultura nacional", disse. Segundo Temer, os demais ministros tomaram posse de maneira informal e, por isso, a posse de Calero estava sendo registrada de forma individualizada e especial.

Em seu discurso, Calero disse que “o partido da cultura é a cultura”. “Estaremos sujeitos sempre a aquilo que a sociedade demanda, nunca a serviço de um projeto de poder. O financiamento público é uma ferramenta imprescindível para que a cultura cumpra sua tarefa elementar de sustentação da nacionalidade”, afirmou Calero.

O ministro destacou que quer marcar sua gestão por um “amplo, franco e produtivo” diálogo com os mais diversos segmentos da cultura. “Um diálogo que não seja um fim em si mesmo, mas que resulte em melhorias efetivas. Serei o ministro do diálogo, da ampliação da participação social, da busca de soluções que sejam fruto do debate e do entendimento”, acrescentou.

O diplomata e ex-secretário de Cultura do Rio havia sido anunciado secretário nacional da Cultura, mas, depois de pressões de artistas e servidores, Temer decidiu voltar atrás e recriar a pasta da Cultura. Assim, Calero foi alçado ao posto de ministro.

terça-feira, 24 de maio de 2016

CORDEL

ONDE OUVIR A VOZ DE DEUS !
Escuta-se a voz de Deus
Na brisa que sopra mansa
No voo das jaçanãs
No selo de uma aliança
Na conversa de um idoso
No riso de uma criança.

Na maré alta que avança
No canto do rouxinol
No despertar da aurora
Nas cores do arrebol
No rebuliço das ondas
No brilho da luz do sol.

Na concha do caracol
Na fúria da tempestade
No ronco da cachoeira
No grito de liberdade
No deleite da alegria
No transtorno da saudade.

Na prática da caridade
Nos momentos de surpresa
No leopardo valente
Na ovelhinha indefesa
Na imensidão do céu
Nas vozes da natureza.

No fogo da vela acesa
Na beleza do luar
Nos cânticos, nas orações
Nas cerimônias no altar
No cume da cordilheira
Nas profundezas do mar.

Na harmonia de um lar
Nos mistérios do além
Nas lutas em prol da paz
Nas fases que vida tem
Na ternura das mulheres
Nos homens que fazem o bem.

Na humildade de alguém
Na fraterna comunhão
No lustre do palafrém
Na ética do cidadão
Nos dons, na inteligência
Na grandeza da ciência
Na fragrância de uma flor
Na caminhada do povo
Nos sonhos de um mundo novo
Na transparência do amor.
Autor: Zé Bezerra