quarta-feira, 1 de julho de 2015

CANGAÇO

CASA DE MARIA BONITA
Casa de Maria Bonita, museu está localizada no povoado de Malhada de Caiçara, distante 40 km do centro da cidade de Paulo Afonso. 

O espaço é uma casa de taipa onde nasceu a mulher de Lampião, Maria Gomes de Oliveira, também conhecida como a "Rainha do Cangaço". O museu é aberto à visitação pública e faz parte do Roteiro Cânion e Cangaço.




UM GRITO DE ALERTA

O São João pede socorro, por Alcymar Monteiro 
O cantor Alcymar Monteiro escreveu um artigo em sua rede social criticando o modo como as festas juninas estão sendo realizadas.

Confira:
O São João pede socorro, diz Alcymar Monteiro. Estou viajando o nordeste inteiro e tenho observado que as festas juninas estão virando um festival de pornofonia, estão mutilando nossa cultura. A festa criada por Luiz Gonzaga tinha como tema a sanfona, a zabumba, o triângulo, as quadrilhas juninas, além da culinária peculiar deste período do ano, canjica, pé de moleque, milho e batata assada na fogueira. Tudo isso acontecia sob o luar do sertão.
O que vi por onde passei foi a perfeita orquestração de interesses econômicos estereotipados voltados mais para a quantidade em detrimento da qualidade. Cabe aos governos através das secretarias de cultura e das assembleias legislativas criarem uma lei que impeça tamanho abuso, reservando 70% do mercado junino para os artistas que lutam a “duras penas” para manter a tradição do forró, impedindo o mercenarismo e a mercantilização das nossas tradições.

Cito como exemplo o estado da Bahia que criou a chamada “lei da zabumba”, aprovada por unanimidade pela assembleia legislativa baiana. O povo já não suporta mais a descaracterização daquilo que é seu e está pedindo que as autoridades façam alguma coisa que preserve em forma de lei aquilo que é nossa identidade cultural.

O forró gonzagueano que está a beira da falência e do esquecimento das novas e futuras gerações. Os veículos de comunicação estão denunciando essa mutilação ideológica e expondo explicitamente a necessidade de fazermos uma correção no sentido de preservar etnologicamente aquilo que nos representa e que nos faz existir como povo “Nordestino”.

Diante da responsabilidade que tenho não posso simplesmente me calar e fingir que não estou vendo ou ouvindo o que está acontecendo. Como militante venho através deste manifesto expressar minha insatisfação com todo esse desmando. Forró só existe UM o gonzagueano, o jacksoneano, como artista eu bebo nessa fonte que é a matriz de tudo, o restante é invencionice, é factoide de quem não tem responsabilidade com nossa cultura.
http://tenentelaurentinoagora.blogspot.com.br/

CAUSOS DE MUNGUENGUE

Um tratador de cavalo meio fracote, entra no banheiro de uma vaquejada em Munguengue. Junto com ele entra Janjão um negão imenso de 2.10m de altura.
O cara fica meio assustado com o tamanho do negão e olha o cabra de cima a baixo.
Janjão percebe o tratador olhando assustado pra ele e fala:
-- O que foi?? Nunca viu um negão com 2 metros de altura, 180 quilos, 30 centímetros de pau, e o saco pesando três quilos. Pois bem sou eu!! Felipe Costa, seu criado!
O tratadozinho de cavalo ao ouvir isso cai duro e desmaia no chão do banheiro! O negão então dá uns tapas na cara do coitado, acorda-o e lhe pergunta:
-- O que houve cara, porque você desmaiou?
O tratador de cavalo ainda meio desacordado responde:
- Desculpe moço, o que foi mesmo que você disse?
-- Eu disse: 2 metros de altura, 180 quilos, 30 centímetros de pau, o saco pesando três quilos, Felipe Costa , seu criado.
- Ah! Graças a Deus moço... Eu tinha entendido: fique de costa, seu viado!

FALTA DE VONTADE POLÍTICA

Seca:RN tem sete máquinas perfuratrizes para 23 municípios
O deputado Ezequiel Ferreira de Souza anda preocupadíssimo. A seca tem tomado boa parte do tempo do presidente da Assembleia Legislativa.
Hoje (30), ele anunciou que requereu ao ministro da Integração Nacional, Gilberto Magalhães, a formulação de convênio com o Governo do Rio Grande do Norte para aquisição de máquinas perfuratrizes.

O parlamentar exibe dado alarmante:o RN dispõe de apenas sete máquinas perfuratrizes para atender a 23 municípios que estão em situação crítica de abastecimento.
Ezequiel também propõe uma frente ampla para buscar a continuidade das obras do Rio São Francisco para o RN.

“O Governo do Estado, em função do quarto ano seguido de seca e a perspectiva de mais um consecutivo de estiagem sem trégua no semiárido potiguar, decretou calamidade pública em 153 municípios. As chuvas ocorridas no segundo semestre de 2014 e este ano não foram insuficientes para a formação de estoque de água potável nos reservatórios”, justificou.

Via:serrinhadefato.com

OPINIÃO DE JATÃO VAQUEIRO:
A falta de abastecimento de água em nossa região  é necessário, e para isso, devemos brigar e cobrar das autoridades políticas soluções aceleradas e não obras paliativas para os mais desfavorecidos garantindo assim a não discriminação nos serviços de abastecimento de água.

A realidade da seca deixam implícito que o impedimento para a solução do problema não reside na sua inviabilidade física ou econômica, mas na mentalidade dos formuladores de políticas e tomadores de decisões, ou seja, o problema não é a falta de recursos financeiros, mas das prioridades atribuídas à distribuição deles.

CULTURA UMARIZALENSE

BANDA FILARMÔNICA
Está muito próximo a concretização do Projeto Bandas Filarmônicas para a Juventude em nosso município. Uma ação conjunta da Igreja Católica, OCIDESF - FM Fraternidade, Prefeitura Municipal e Conselho de Desenvolvimento Sustentável. Na tarde de ontem (29/06), aconteceu mais uma reunião de orientação técnica para execução do Projeto. Avante!

ÚLTIMO DIA 26 DE JUNHO

1° Arraiá da Casa de Cultura de Umarizal-RN, foi o maior sucesso!
Neste última sexta-feira (26/06), esteve acontecendo o 1° Arraiá da Casa de Cultura de Umarizal-RN.  no evento apresentaram-se diversos grupos culturais da cidade, entre eles as quadrilhas juninas da Escola M. Tancredo Neves e a quadrilha junina da academia da Melhor Idade e uma peça teatral do grupo Junino Encanto do Nordeste. Finalizando com muito forró de qualidade ao som do Forró Capricho.





COM INFORMAÇÕES D0: http://www.uzlfestas.com/

segunda-feira, 29 de junho de 2015

UMA PELEJA DANADA DE BOA

ME LASQUEI COM CHICO CUNHA
O meu fastio foi grande
Confesso perdi a fome
A virose que eu tive
Não me disseram o nome
Só sei que eu me maldizia
A dor no corpo explodia
Dor grande que nunca some.

Não tem remédio que dome
A dor dessa quebradeira
Essa tal de dipirona
Já tomei de mamadeira
Minha amiga eu tenho dito
O ferrão desse mosquito
Vem me dando uma canseira.

Parece uma brincadeira
Mas não tem quem aguente
Evite essa picadura
Para não ficar doente
O ferrão desse mosquito
É de fato esquisito
Pode até matar a gente.

A gente fica impotente
Sem animação pra nada
O mocotó fica inchado
Nossa unha avermelhada
Amiga é grande a sequela
Parece a febre amarela
Maltratando na calada.

Eu fiquei foi acamada
Com um peso na corcunda
A dor se alastrou no corpo
Nunca vi dor mais profunda
Era uma dor infeliz
Subindo pelos quadris
Pegando o rego da bunda.

A cada dia me afunda
Comadre é grande o castigo
Fazer esforço eu não posso
Se sair corro perigo
Já tive doença ruim
Mas o diabo do “chiquim”
Com essa peste eu me intrigo.

Uma coisa digo amigo
Foi bem grande a desgraceira
Deu vômito e febre alta
Me acabei na Caganeira
Foi pior do que supunha,
Se foi mesmo Chico Cunha
Não gostei da brincadeira.

Já vivi muita tranqueira...
Enxaqueca e bucho inchado
Arroto choco e sarampo
Já fiquei empanzinado
Já me lasquei na manguaça
Mas perante essa desgraça
Nada disso é comparado

Minha perna fraquejou
No caminho do banheiro
Bateu-me um suor no rosto
Me atacou um banzeiro
Quando me vi no espelho
Meu olho estava vermelho
Parecendo um maconheiro

Meu poeta companheiro
Debaixo do meu sovaco
Termômetro de plantão
Já fazia até buraco
Pra destapar meu nariz
Tive a ideia infeliz
Que foi de cheirar tabaco.

Eu já fiz chá de jiló
Já fiz despacho em macumba
E já fui orar num culto
Com medo de ir pra tumba
Só falta fazer vodu
E rezar o sobrecu
Pra sair desta quizumba.

Já tomei chá de zabumba
Mas nada de resultado
Chá de limão, alcachofra
Tomei anil estrelado
Se me dirijo pra mesa
Me ataca aquela fraqueza
Com o corpo debilitado

Dessa doença bandida
Nunca mais quero provar
Não desejo pra ninguém
Essa mazela pegar
A mulher é testemunha
Que esse tal de Chico Cunha
Veio pra me arrebentar.

Eu só sei lhe reportar
Que sofri com essa doença
Dos trabalhos que eu fazia
Tive que pedir licença
Foi grande a agonia
Que eu passei a cada dia
Cumprindo essa sentença.

Me vali de toda crença
Pra me livrar dessa inhaca
Sem poder dormir direito
Me levanto de ressaca
Tremendo o queixo de frio
Penso que estou por um fio
Nas mãos dessa urucubaca.

Mas valente eu resisti
Depois da grande perrela
Me sinto revigorado
Mesmo ficando sequela
Pra recuperar os danos
Daqui pra setenta anos
Não desejo essa mazela.
FRAGMENTOS DA PELEJA DE DALINHA CATUNDA E HÉLIO CRISANTO

CURA PELA NATUREZA

7 dicas para saber se o mel é falso ou verdadeiro
O mel de abelha contém proteínas e diversos sais minerais e vitaminas essenciais à saúde. Tem um alto potencial energético e várias propriedades medicinais. É um ótimo substituto do açúcar em sucos e outras bebidas. Enfim, é um bom alimento.

Infelizmente, também é um produto muito falsificado. Em tese, existem uma rigorosa legislação e fiscalização. Mesmo assim, a julgar pela quantidade de mel falso, nada disso está funcionando.

O que fazer para não cair no conto do mel falso?

Vamos dar agora sete dicas que ajudarão você a identificar um mel verdadeiro e ficar longe do falso. Todas são super simples e você não irá gastar muito de seu tempo ao fazê-las.

Vamos às dicas:
1. Se o mel não cristaliza depois de alguns meses, com certeza é falso. O mel verdadeiro, com o tempo, cristaliza. O falso não.

2. O mel falsificado é mais líquido do que o real. Coloque um palito no mel e, em seguida, retire-o.  O produto será verdadeiro se uma sequência ininterrupta de mel escorrer pelo palito. Se escorrer e rapidamente parar, o mel certamente será falso.

3. Coloque 1 colher (sopa) de mel e três colheres (sopa) de álcool puro em um recipiente.  Aqueça esse recipiente em banho-maria. Quando estiver aquecido, mexa a mistura. Mel de verdade vai dissolver enquanto o falso vai deixar uma mancha branca no fundo do copo.

4. Coloque algumas gotas de mel em uma folha de papel. Se ele não é absorvido pelo papel depois de um tempo, o mel é natural. Mel falsificado contém uma grande quantidade de água e será absorvido pelo papel imediatamente.

5. Esfregue um pouco de mel nos seus dedos. Mel de verdade é facilmente absorvido pela pele. Se ela se mantém pegajosa, isso significa que ele é falso e contém açúcar ou edulcorantes artificiais.

6. Coloque um pouco de mel em um copo com água. O mel verdeiro vai formar um coágulo e cairá no fundo do copo, enquanto o falso vai se dissolver rapidamente.

7. Ponha um pouco de mel em um pedaço de pão. Se o pão ficar duro, o mel é completamente natural. Se só umedecer o pedaço de pão, é falso, por causa da grande quantidade de água na sua composição.

Além dessas dicas, desconfie de mel muito barato. Existe um custo de produção e um bom mel certamente não é tão barato.

MAIS UM CAUSO DE MUNGUENGUE

O sonho de Robério era se casar com uma moça ingênua e 'prendada'. Por isso resolveu procurar esse modelo de pureza e castidade lá no interior do sertão em Munguengue. Foi ali que encontrou Jovenirda...
Depois do casamento, Robério, todo feliz, levou para a lua de mel uma lata de vaselina. Lá chegando tratou de passar vaselina na piroca enquanto sua noivinha assistia a tudo admirada:
--- Mas que qui é isso, homi de Deus?
> Isso, minha flor, é vaselina que aqui na capital a gente passa no "bigolim" para não machucar o fiofor do nosso amor...

--- É mermo sô?? Viugi como tudo aqui é deferenti! Lá na roça os moço passa é cuspi mermo quando vão cumê a gente..

CAUSOS DE MUNGUENGUE

Um burro morreu bem em frente da Igreja de Munguengue e, como uma semana depois, o animal morto ainda estava lá, o padre resolveu reclamar com o prefeito.
--- Prefeito, tem um burro morto na frente da igreja há quase uma semana!
E o prefeito, grande adversário político do padre, alfinetou:
> Mas padre, não é o senhor que tem a obrigação de cuidar dos mortos?
--- Sim, sou eu! - respondeu o padre, com serenidade. - Mas também é minha obrigação avisar os parentes!