quinta-feira, 9 de maio de 2013

CURIOSIDADE NORDESTINA NO MÊS DAS MÃES

‘Não me vejo sem eles e nem voltaria atrás’, diz mãe de 51 filhos em SergipeA sala de televisão é quase um teatro para abrigar a família de Etani (Foto: Marina Fontenele/G1)
  • A sala de televisão é quase um teatro para abrigar 
  • a família de Etani
  • Só quem é mãe sabe a alegria de sentir uma criança crescendo dentro da barriga. Etani Souza Fontes experimentou essa sensação cinco vezes, mas depois conheceu o significado de ser mãe de filhos que ela não gerou, mas ama como se fossem um pedacinho dela. A mãezona tem 51 filhos, 46 deles adotivos, além de 17 netos e duas bisnetas. Parte dessa grande família mora no bairro Rosa Elze em São Cristóvão, em Sergipe.
    “Quando eu era criança o meu sonho era casar, ter filhos e também criar os filhos dos outros. E foi aí que me enganei. Eles não são dos outros, são meus filhos. Eu só não pari, mas são meus”, afirma Etani.
    O primeiro filho adotivo surgiu na vida de Etani em 1991 quando ela menos esperava. “Eu estava fazendo as compras no mercadinho quando a moça do caixa perguntou se eu queria um menino para criar. Eu disse: ‘claro’. Até esqueci de consultar meu marido e filhos. No dia seguinte, eu já estava com o recém-nascido. Seis meses depois de ganhar Saulo, chegou Bárbara, no mês seguinte foi Luiz e logo em seguida vieram os gêmeos e assim as crianças foram chegando até dois anos atrás”, explica. Em uma dessas vezes, ela adotou sete irmãos vindos de uma mesma família.
    Etani (Foto: Marina Fontenele/G1)
    “Só peço à Deus que faça deles homens e mulheres de bem”, afirma Etani
    A casa foi doada por um empresário que mensalmente ajuda com parte da alimentação da família composta pelos 33 filhos adotivos com idades entre 2 e 21 anos que ainda moram com os pais. Em 2008, o apresentador Luciano Huck do programa Caldeirão do Huck exibido na TV Globo conheceu a família e promoveu uma reforma no imóvel.
    O salário de Policial Civil e a aposentadoria de funcionária pública são basicamente a renda da grande família. “Os bebês foram chegando de maneira sorrateira, alguns foram deixados na porta por mães vinham na agonia de não ter condições de criar os bebês, outras porque queriam se divertir. Eles foram chegando e a gente acolhendo, quando percebemos a casa já estava cheia. Só com a ajuda de Deus e de algumas pessoas que apareceram na nossa vida nós fomos conseguindo nos virar”, lembra a matriarca.
    Etani e o marido, pais de 51 filhos (Foto: Marina Fontenele/G1)
    Etani e José Roberto se desdobram para cuidar das dezenas de filhos
    Coração gigante
    E como coração de mãe sempre cabe mais um, neste caso muitos, Etani ainda tem outros filhos de consideração na região onde mora, no bairro popular do município na área metropolitana de Aracaju. Eles a chamam de mãe pelo afeto e cuidado que ela dedica a cerca de 30 pessoas que a visitam diariamente. “Gostaria de ter um lar para receber quem me procura pedindo comida. Eu os chamo de filhos de ninguém. São drogados, alcoólatras e até assaltantes, mas todos me respeitam e me chamam de mãe. Gostaria de um lugar decente para eles almoçarem, tomarem banho e até tirarem um cochilo”, afirma.

    Enquanto a equipe de reportagem do G1 conversava com Etani, um homem que estava dormindo na calçada da casa acordou chamando por ela. “Mãe! A barriga está vazia e só você para resolver isso”, disse o morador de rua.  Até a mãe biológica de Saulo, que ele conheceu aos 17 anos, já é considerada parte dessa grande família sergipana.
    Fonte: G1/Sergipe

    quarta-feira, 8 de maio de 2013

    Piadas de Caipira

    No dia em que completaram 50 anos, Maria, que mora no sítio trapiá, diz a seu marido Zequinha:
    --Zeca meu velho, hoje faz 50 anos que a gente se casou num sabe! Quer que eu mande matar umas galinhas e um porco, pro mode nós comemorar?
    Zequinha bruto que só coice de jumento responde:
    — Oxente Maria! nem um, nem outro! Que culpa os bichos têm da merda que nós fizemo muier?
    É ASSIM O MEU SERTÃO...


    UMA VACA DANDO LEITE
    MATUTO TIRA COM A MÃO
    UMA AGUA BEM BARRENTA
    TIRADA DO CACIMBÃO
    ROLINHA CANTA  NO MATO
    SABIÁ COME MELÃO
    JUMENTO RINCHA SEIS HORAS
    É ASSIM O MEU SERTÃO.

    FEIJÃO DE CORDA NO PRATO
    A PANELA NO FOGÃO
    A LENHA PEGANDO FOGO
    GALINHA CISCA NO OITÃO
    A MULÉ FAZENDO RENDA
    MENINO JOGANDO PIÃO
    UMA REDE ESTICADA
    É ASSIM O MEU SERTÃO

    UMA FACA NA CINTURA
    CHAPEU DE COURO NA MÃO
    NA COPA DA UMBURANA
    TEM  NINHO DE  UM GAVIÃO
    UMA CIRIEMA CANTA
    E  A LUA FAZ CLARÃO
    UMA MADRUGADA FRIA
    É  ASSIM O MEU SERTÃO

    O GALO CANTA CEDINHO
    E ACORDA A CRIAÇÃO
    BEZERRO MAMA NA VACA
    E BODE PULA NO CHÃO
    O ABOIADOR CANTANDO
    CANTIGA DE APARTAÇÃO
    PRA VOCE QUE NÃO CONHECE
    É ASSIM O MEU SERTÃO.....

    DEIXO AQUI O MEU  ABRAÇO
    POIS EU NUNCA DIGO NÃO
    SOU MATUTO SOU VALENTE
    MAS TENHO BOM CORAÇÃO
    SOU CABOCO SERVIDOR
    NASCIDO NESSA NAÇÃO
    QUER VIVER SEM AGONIA
    VENHA MORAR  NO SERTÃO....


    Hugo Araujo

    NESSE FIM DE SEMANA 4º GRANDE VAQUEJADA DE ITAJÁ/RN 09 A 12 DE MAIO DE 2013

    01 E 02 DE JUNHO VAQUEJADA DO PARQUE RITA MEDEIROS EM MESSIAS TARGINO/RN


    VALOR DAS ESCRIÇÕES: CASADINHA 250,00 REAIS

    SEXTA FEIRA: ENCONTRO DE PAREDÕES
    SÁBADO: FORO DOS 3 E SWING MORAL
    DOMINGO: TARDE DE SOL COM FARRA DE RICO E FORRÓ SENTE NELA

    ORG: RITA MEDEIROS E ÍCARO BANDRINE

    CULTURA

    I Arrasta-pé para o Desenvolvimento dará inicio ao resgate da cultura do São João em Umarizal, diz Secretária.

    A Prefeitura de Umarizal, por meio da Secretaria Municipal de Cultura irá realizar no mês de Junho o I Arrasta-pé Para o Desenvolvimento.  A iniciativa faz parte do Projeto Junino 2013 da própria secretaria que tem por objetivo dá início ao resgate dos festejos juninos no município.

    De acordo com a Secretária de Cultura, Zeneide Meneses a festa junina é, além de uma festa popular, uma das manifestações folclóricas mais tradicionais do país e da região. Ela destaca que mesmo com município sem ter condições de promover um evento de grande porte, a secretaria vai realizar o projeto.

    “Diante das dificuldades que o município vem passando em consequência da seca, somos cientes que não temos como realizar um grande evento, mas também não podemos deixar despercebido um período de grande tradição em nossa região”, destaca Zeneide.
     
    uzlemfotos.blogspot.com.br

    NOTÍCIAS

    DIA 07 DE MAIO GOVERNO FEDERAL ANUNCIA

    Dívidas de agricultores nordestinos chega a R$ 14 bilhões

    O endividamento dos agricultores do Nordeste ultrapassa R$ 14 bilhões, segundo levantamento apresentado pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) na audiência publica na Câmara que discute, nesta terça, dia 7, a dívida rural da região. Só na dívida ativa da União estão inscritos 85 mil produtores da região, que devem quase R$ 3 bilhões e, em razão disso, não podem entrar em processos de renegociação.

    Segundo a técnica da CNA Rosimere dos Santos, há 24 anos o governo tenta renegociar a dívida agrícola do Nordeste com ações paliativas, como as que estão sendo tomadas neste momento. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba, Mário Borba, destacou iniciativas do governo, como a suspensão de execução judicial e a liberação de crédito. No entanto, segundo ele, essas ações não se concretizam para os agricultores do Nordeste.
     
    DIA 08 DE MAIO GOVERNO ANUNCIA
    Governo garante que já liberou R$ 2,5 bi. Mais não interfere em dívidas
    Quase R$ 2,5 bilhões já foram liberados para agricultores – sendo quase R$ 2 bilhões para pequenos produtores rurais – para amenizar os efeitos da seca, que atinge 1.400 municípios do Nordeste na pior estiagem dos últimos 50 anos. Os dados foram divulgados por representantes do governo federal que participaram, ontem, de audiência pública sobre o endividamento rural no Nordeste, na Câmara.

    O representante do Ministério da Integração na audiência, Jenner Guimarães, disse que a seca afeta hoje 10,5 milhões de pessoas na região, mas que é preciso separar dois tipos de agricultores endividados: os que devem por causa direta da seca e os que têm dívidas por outros motivos.

    Para os que sofrem com a estiagem, segundo ele, o governo já lançou um pacote de ações. Para os que têm dívidas mais antigas, será preciso propor novos tipos de negociação e com prudência, para não afetar a capacidade do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, aponta Guimarães.

    Representando o Ministério da Agricultura no debate, Neri Geller ressaltou que apesar de o governo estar se esforçando para ajudar os produtores a superar os efeitos da seca, o Executivo não interfere nas relações entre bancos e agricultores endividados, já que são as instituições bancárias que assumem o risco da dívida.
     http://www.oestadoce.com.br

    terça-feira, 7 de maio de 2013

    Piadas de Caipira

    Seu Juca vaqueiro morava em Mungungue e morreu aos 95 anos, Pedrinho foi fazer uma visita de pêsames à sua avó de 90 anos.
    Ao chegar, encontra a anciã chorando e tenta confortá-la. Um pouco depois, ao vê-la mais calma, pergunta:
    — Vovó, como morreu o vovô?
    -- Morreu na hora que nós tava coisando meu filho... Diz a velha.
    O neto , espantado, responde que as pessoas de 90 anos ou mais, não deveriam fazer amor porque é muito perigoso.
    Nisso a avó chorando responde:
    -- Mas nós só fazía isso aos domingos, já há cinco anos, e com muita calma, ao compasso das badaladas do sino da Igreja. Era ding seu avô botava e dong ele tirava... e tudo dava certo. Se não tivesse aparecido um filho de uma quenga do sorveteiro com o um sininho... seu avô ainda estaria vivo!

    CASA ABANDONADA NO SERTÃO

    Essa casa fica no interior,  tão modesta, tão singela, tapera tão simplesinha dessas com apenas porta e janela que não carecem de trancas, precisando só de uma tramela.
    Morada de alicerce  feito de taipa, divisórias de barro, areia e escoras o chão é de barro batido, as paredes são caiadas de branco sujeitas a intempéries de sol e chuvas. 
    A mobília?  tão pobrezinha, mas suficiente: uma mesa, uns tamboretes, uma cama de junco um pote, dois prato e copos na copeira.
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    Falo agora com emoção
    De uma antiga moradia
    Que existia no sertão
    E hoje por ironia
    São fotos do sertão
    Terra do meu coração
    Que vemos no dia a dia 

    Casa velha abandonada
    Chão de barro batido
    De palha era a latada
    Banco velho esquecido
    São fotos do sertão
    Terra do meu coração
    Por onde tenho vivido 

    Um pote na cozinha
    De botar copo um tripé
    Na mesa uma quartinha
    Um bule de ferver café
    São fotos do sertão
    Terra do meu coração
    Um povo de muita fé 

    Dependurado um candeeiro
    Uma rede num torno
    Um São Jorge Guerreiro
    De barro tem um forno 
    São fotos do sertão
    Terra do meu coração
    Nordeste Brasileiro

    Duas marrecas no terreiro
    Pedra de amolar inchada
    Um galo bom no puleiro
    Porta da cozinha quebrada
    São fotos do sertão
    Terra do meu coração
    Lugar que faço morada

    Colchão velho de palha
    Lamparina entirnada
    Uma cortina de malha
    Espingarda enferrujada
    São fotos do sertão
    Terra do meu coração
    Povo sem misturada 

    Quadro de Frei Damião
    Foto de ator de novela
    De lenha é o fogão
    De barro é a panela
    São fotos do sertão
    Terra do meu coração
    Lugar de moça donzela

    Rádio em cima da banca
    Um ferro de brasa quente
    Uma saleira branca
    Na penteadeira um pente
    São fotos do sertão
    Terra do meu coração
    Onde nasci e sou contente

    Um silo cheio de feijão
    Tambor cheio de milho
    Filho pedindo a benção
    Pai abençoando filho
    São fotos do sertão
    Terra do meu coração
    Cheia de cor e de brilho

    Paro agora de falar
    Dessa humilde morada
    Que existia nesse lugar
    Hoje não tem mais nada
    Quando chega a idade
    Só nos resta a saudade
    De uma época passada
    Só em fotos do sertão
    Terra do meu coração
    Para sempre será lembrada

                        Texto: Jatão Vaqueiro 

    CAVALGADA DO SERTÃO (CULTURA)

    Vaqueirama de Umarizal representa município na cavalgada de Messias Targino

    Uma comitiva de cerca de 15 vaqueiros de Umarizal, com apoio da prefeitura Municipal, participaram nesse domingo, 05, da 2ª Cavalgada pela emancipação política do município de Messias Targino, localizada a 298 quilômetros de distância da capital potiguar. O evento foi prestigiado pelo prefeito da cidade, Arthur Targino e pela Governadora do Estado, Rosalba Ciarlini.

    O evento foi criado no ano passado, para celebrar o cinquentenário da emancipação de Messias Targino e neste segundo ano a cavalgada se consolidou e já faz parte do calendário de comemorações da cidade.

    O radialista e vaqueiro Jadson Jatão fez parte da comitiva de Umarizal. Admirador da cultura nordestina, ele destacou a importância de manter viva a tradição das cavalgadas. “Nosso nordeste é rico em cultura e essa cultura tem que ser mostrada para jamais ser esquecida. Então eu e todos os vaqueiros de Umarizal e amigos fazemos questão de participar”, destacou.


    Pioneiro na região na organização de cavalgas, Jatão todos os anos realiza a já tradicional Cavalgada de aniversário do seu programa, o Forró e Vaqueja. Ele conta que o evento é um espaço de cultura onde toda a cidade participa. “Não só os vaqueiros, mas toda comunidade para apreciar e participar dessas cavalgadas que acabam se tornando um grande evento sociocultural”, completou.

    A Cavalgada de Messias Targino contou com a presença de mais de 400 cavaleiros, de cerca de 15 municípios potiguares, como: Janduís, Almino Afonso, Martins, Assu, Umarizal, Mossoró, Patu, Florânia e Natal.

    http://uzlemfotos.blogspot.com.br