segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Piadas de Caipiras

Na aula de catecismo, padre Zezinho sacerdote da igreja de Munguengue diz:

---- Como vocês sabem, o nosso primeiro pai foi Adão e nossa primeira mãe foi Eva meus filhos.


Nisso, Juquinha filho de seu Zé vaqueiro um menino muito levado interrompe o padre:


- Não é verdade, fessor.
  O senhor tá ensinando nós errado.

---- Como não é verdade menino? - pergunta o padre aborrecido.


O garoto responde: 

- O meu pai diz que nós nascemo dos macacos!


---- Olha meu filho, os seus problemas de família não me interessam pode deixar em casa viu!! Responde o padre irritado.
Pirulito no Tabuleiro Furado
Pode trazer o tabuleiro inteiro!!!
Pode trazer o tabuleiro inteiro!!!
 
Quando eu era criança
Criado aqui no sertão
Gostava de pirulito
Só comprava de montão
O bicho era açucarado
E tinha o papel pregado
Que num saia fácil não
 
Quando o velho chupava
Pensando que era papa
Era uma luta medonha
O doce pregava na chapa
E o pobre do ancião
Pegava a bicha com a mão
E começava a dar tapa
 
Mais isso só tem aqui
No sertão nordestino
Me lembro de tudo isso
Do meu tempo de menino
Tempo que ficou pra trás
E não volta jamais
Hoje sigo meu destino
 
                         Texto: Jatão Vaqueiro

Cabra Valente...

No jardim de infância eu fui valente
e o nome da escola era bufete
no primário estudei no canivete
no ginásio no bote de serpente
como eu era um aluno inteligente
logo cedo já tinha me formado
Lampião tinha sido reprovado
por froxura e por falta de frieza
hoje, pós-graduado em malvadeza,
vendo pena de morte no mercado.

Os Lucros da Festa do Boi desse ano (2012) foram prejudicados pela seca.

http://www.agrocim.com.br/imgs/imgfixa/pecuaria/leite/vaca_leiteira2%5B648%5D.jpg

- seca afetou os negócios realizados durante a 50ª edição da Festa do Boi, encerrada na semana passada em Parnamirim. O valor movimentado nos leilões caiu quase 30%, passando de cerca de R$ 4 milhões, em 2011, para R$ 3 milhões, em 2012. Segundo informou a Associação Norte-Rio-Grandense de Criadores (Anorc), das 1.480 vacas leiteiras colocadas à venda nos currais, apenas 200 foram comercializadas (13,5% do total) este ano.
No ano passado, 1.000 foram vendidas – número cinco vezes maior. O cálculo não considera os animais puros, comercializados em leilões ou diretamente.

Os bancos que montaram estandes na exposição, por outro lado, emprestaram mais este ano.

Só o Banco do Nordeste (BNB) emprestou R$ 65 milhões durante a Festa do Boi. Deste total, R$ 12 milhões foram contratados durante os dez dias de feira, o que representa um crescimento de 50% em relação ao ano de 2011.

O Banco do Brasil, por sua vez, emprestou R$ 10,5 milhões. No ano passado, o banco emprestou R$ 3,5 milhões.

O recurso, de acordo com o gerente de agronegócio do BB, Paulo Trigueiro, é usado geralmente na aquisição de equipamentos para convivência com a seca, como tratores para cavar poços.

FONTE: ideias-emmente.blogspot.com.br 
Livro destaca as vaquejadas do passado no nordeste  
É o terceira livro sobre A Vaquejada do Passado, escrito por um dos maiores vaqueiros de Pernambuco, o conhecido Evandro Branco. O livro será lançado durante a festa que marca a etapa final do Campeonato Pernambucano de Vaquejada, Campev, na cidade de Garanhuns, a 228 quilômetros do Recife. O lançamento terá a participação de muitos convidados e entre eles, alguns dos melhores vaqueiros que viveram, de fato, a história da vaquejada em Pernambuco.
A cerimônia acontecerá nas dependências do Parque Acauã, a partir das 14hs do dia 3 de novembro. O autor Evandro Branco é vaqueiro e natural da região do agreste pernambucano,  ficou conhecido por sua habilidade nas festas de derrubada de boi e por montar um cavalo de sua propriedade chamado Pecado. O animal, apesar de ter sangue inglês, era bem pequeno mas com grande força física, o que facilitava a derrubada do boi, fundamental na vaquejada.
Para o irmão do escritor, Dr. Joaquim Branco, que também pratica o esporte da vaquejada, nas horas vagas, o livro é uma referência histórica das grandes disputas de vaqueiros dos últimos 30 ou 40 anos. E também está carregado de situações “picantes” muito típicas das festas e forrós realizados durante os dias das competições.
Para quem gosta das festas de vaquejada, o momento é imperdível. Por isso é bom agendar o serviço abaixo:
Lançamento do Livro Vaqueiros do Passado
Local: Parque Acauã – Garanhuns-PE
Horário: 14 horas
Data: 03-11-2012
da redação do Nordeste Rural

Pra dar um samba de pau nos ladrões engravatados

 

1
Estou selecionando
Uns cabras bons de pancada
Pra na hora apropriada
Dá um jeito nesse bando
Maguila já esta treinando
Taisson e Popó,”contratados!”
Eu e voce, “bem treinados”
Vamos juntos dar um grau
PRA DAR UM SAMBA DE PAU
NOS LADROES ENGRAVATADOS

2
Chamei zezim de dodó
Chico de zé cabeção
Toim de joão maranhão
E severino cabrobó
Joquinha de caicó
E pedrão de afogados
Todos eles são malvados
Só vivem fazendo o mal
PRA DAR UM SAMBA DE PAU
NOS LADROES ENGRAVATADOS

3
Fretei um boeing e voei
Direto para o Nordeste
Lotei de cabras –da-peste
Dia seguinte, voltei
Mas antes eu avisei
Pra todos, virem armados
Deixei eles, avizados
Que a intensao principal
É DAR UM SAMBA DE PAU
NOS LADROES ENGRAVATADOS

4
Com um cabra do sertão
Já é o suficiente
Não precisa muita gente
Parecendo um batalhão
Se eu chamar “zé do facão”
Ele ajeita esses safados
Uns bofetes caprichados
Até que não ia mal...
PRA DAR UM SAMBA DE PAU
NOS LADROES ENGRAVATADOS

5
Se eu fosse o presidente
Ou mesmo um governador
Como administrador
Faria o povo contente.
Mandando um contingente
Com mais de dez mil soldados 
Ir em todos os estados
Com uma ordem federal
PRA DAR UM SAMBA DE PAU
NOS LADROES ENGRAVATADOS

6
Vou fazer um movimento
Do oiapoque ao chuí
Já vou começar daqui
Pra ter maior chamamento
Através d`um documento
Todos vão ser avisados
Quero voces empenhados
À nível nacional
PRA DAR UM SAMBA DE PAU
NOS LADROES ENGRAVATADOS

7
Acabei de contratar
Mão-dura e chico-zangado
Peso-bruto e zé-malvado
João- do chute e quebra-mar
Nem vou me preocupar
Eles são acostumados
Pra bater são estressados
E com instinto animal
PRA DAR UM SAMBA DE PAU
NOS LADROES ENGRAVATADOS

8
Quem leva dinheiro em “meia”
Em cueca e em sacola
Pra mim,,,foje da bitola
É mania muito feia
Tem que mandar pra a cadeia
Manter todos enjaulados
Amarrar esses safados 
Sem-vergonha e sem moral
E DAR UM SAMBA DE PAU
NOS LADROES ENGRAVATADOS
 
9
Vou buscar um cabra ruim
La no meio do sertão
Malvado igual lampião
Que não goste de pantim
Que sofra de “farnezim”
Que tenha muitos pecados
Com os nervos agitados
E c`uma força brutal
PRA DAR UM SAMBA DE PAU
NOS LADROES ENGRAVATADOS

10
Já encontrei o sujeito
Que eu estava procurando
Ele faz parte d`um bando
Que leva tudo no peito
Tem u`ma cara de “suspeito”
é daqueles desalmados.
raça dos agalegados
Vermelho igual colorau
BOM PRA DAR SAMBA DE PAU
NOS LADROES ENGRAVATADOS

(Mote: José Ilton - Glosa: Edmílson Garcia)

Onça ataca e mata animais em cidade do Sertão

Agricultores do Sítio Arara, zona rural de Bonito de Santa Fé no Alto Sertão da Paraíba, estão preocupados com os constantes ataques de onças aos rebanhos. Segundo moradores, o animal está atacando e dizimando caprinos e ovinos de criadores da localidade.

O que preocupa os moradores da comunidade é que os casos estão cada vez mais frequentes e mais próximos das casas. Como medida de proteção já tem gente preocupada com as crianças de até 10 anos de idade que vão sozinhas pegar água em um açude de uma propriedade na localidade.


É que com a gravidade da seca a escassez de água aumenta e, assim como as crianças, o felino também deve sair da mata para procurar água no mesmo reservatório, podendo ocorrer um encontro perigoso.


O medo aumentou depois que, recentemente, uma onça atacou um agricultor, que só foi salvo porque o cunhado atirou na suçuarana e matou o animal. O caso aconteceu no Sertão do Ceará, a 337 km de Fortaleza.


Radar Sertanejo

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Piadas de Caipiras

Chamado às pressas no meio da noite, o médico chega todo esbaforido e cansado na casa de seu Aristides um fazendeiro de Munguengue, cuja esposa estava acamada doente.
---- Com licença - diz ele, expulsando todo mundo do quarto. 

---- Preciso ficar só, com a paciente!  
Apreensivo o marido fica do lado de fora do quarto! Ouve alguns barulhos estranhos e depois de alguns minutos o doutor enfia a cabeça pela porta e pergunta ao marido: 
---- O senhor tem um alicate ai por favor?
O marido vai buscar um alicate. A porta torna a se fechar. Mais barulho estranhos e alguns minutos depois, novamente a cabeça do médico aparece na soleira da porta: 

---- O senhor tem uma chave de fenda?  
Espantado o marido vai buscar a chave de fenda. Passam-se mais alguns minutos e o doutor aparece mais uma vez: 
---- O senhor teria ai um serrote?  
E ai que o marido, desesperado diz: - Serrote doutor? O caso dela é tão grave assim?
---- Ainda não sei compadre. Fala o médico carniceiro. 
---- Não consigo abrir a minha maleta pra olhar o que ela tem!

Pense como eu tenho raiva padim...


UM APAGÃO DE CARÁTER

O Nordeste sofreu na madrugada dessa sexta-feira (26) um grande apagão, rapidamente o assunto ficou entre os mais comentados na internet e para minha surpresa nosso povo foi bombardeado por uma série de comentários preconceituosos e de muito mau gosto.


Um internauta identificado apenas como @HumorNegroo postou o seguinte comentário: "apagão no nordeste e só agora fui desco
brir que lá tinha energia elétrica kkkkk”.


O fato é que um acontecimento como esse, gera inúmeros prejuízos a nossa região, inclusive colocando milhares de vidas em risco nos hospitais espalhados por todos os estados que foram atingidos pelo “apagão” e mesmo diante de fatos como esse, aparecem centenas de pessoas preconceituosas se aproveitando de uma situação triste e grave, para fazer piadinhas e isso é realmente revoltante!


Os comentários preconceituosos contra os Nordestinos numa situação como essa, nos mostra o que todos já sabemos, mas que é muito importante não esquecer, ainda existe muita gente sem caráter e com o coração cheio de preconceito, esses sim, sofreram um apagão muito mais grave que o de ontem, um verdadeiro “APAGÃO DE CARÁTER”, quanto a nós, quanto ao Nordeste, a energia elétrica já foi reestabelecida, porém a LUZ não deixou de existir hora nenhuma, em nenhum momento o Nordeste parou de brilhar, fiquem certos meus amigos; “A Luz do Nordeste é o nosso POVO” e essa luz ninguém apaga!


Bráulio Bessa
Essa tem que ser espalhada!
AGORA EU ENTENDO PORQUE ELES TEM TANTA RAIVA DE NÓS PADIM... NÓS É NÓS

Pense como eu tenho raiva
De bebo que aperta mão
De casa que tem goteira
De gente que faz confusão
Da água que acaba no banho
De loteria quando não ganho
 E desse tal de apagão

É uma raiva medonha
Que acelera o coração
Passo toda madrugada
Bolando pelo coxão
Depois de jantar paçoca
Ferroado por muriçoca
Tenho abuso de apagão

Tenho raiva também
Quando acaba o botijão
Na hora que a minha esposa
Bota água no feijão
Dizendo: acabou-se o gás
Mas o que me abusa mais
É o bendito do apagão

Eu tenho muita raiva
Quando perco algum tostão
De ter dor de barriga
No meio da multidão
Mas, fico mais invocado
Quando a noite, estou deitado
E vem aquele apagão

Ficando tudo no escuro
Aumenta a minha pressão
Menino chora com medo
Que apareça o bicho papão
O calor chega também
Das coisas ruins que tem
Tenho ódio do apagão

Eu vou logo na despensa
Atrás de um lampião
Pra clarear o barraco
Com medo de assombração
Pois sei que não vou dormir
Porque não vou conseguir
Com essa peste do apagão

E isso meu camarada
Já faz tempo aqui no sertão
A energia é muito ruim
E sempre nos deixa na mão
Mais nós aguenta calado
Sem nunca ter reclamado
Dos momentos de apagão

Agora a conta de lúz
Todo mês vem cidadão
E num pague não
Pra cortarem a instalação
 E eu fico indignado
Com esse poder danado
De quem só nos trás apagão
Texto: Lalauzinho de Lalau
Complemento: Jatão Vaqueiro

Dona Sônia mantém museu no sertão de Umarizal

Preservar objetos antigos, colecionar e relacionar fatos históricos, em especial da sua família, são atividades que fazem parte da rotina de muitas pessoas que gostam de manter vivo o passado, é o caso da casa da professora aposentada Sônia Onofre Pereira de Melo, 66 anos, localizado na Lagoa do Serrote, zona rural do município de Umarizal, Médio-Oeste potiguar. O local, de longe já expõe um belo visual que mistura arte, cultura e história.
A proprietária prefere não se referir a sua casa como um museu particular, mas admite que o prazer em reunir objetos antigos é uma incansável que pretende desenvolver até o fim dos seus dias.

“Aqui tem uma parte da história das famílias Onofre, Souza Martins e Regalados, Regalado de Medeiro Lins por parte de minha mãe, e Onofre como todos sabem por parte do meu Pai, Onofre de Souza Martins, aqui guardo peças da família, somente da família, não quero pegar uma peça e colocar aqui, eu só quero um acervo da família, cada peça aqui tem sua história em particular, cada objeto desses eu tenho um amor e carinho e só mostro as pessoas conhecida e amigo, até porque, meu interesse é familiar, meu acervo é familiar.” Frisou Dona Sônia

Sônia tem a seu favor uma família de renome no Rio Grande do Norte, o que facilita o seu trabalho de reunir documentos históricos. É filha do Juiz Manoel Onofre de Souza(falecido), nome dado a cadeia pública de Mossoró. Destaque também para seus filhos, o procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Norte, Manoel Onofre de Souza Neto (Neto) e o agora prefeito eleito Carlindson Onofre Pereira de Melo (Mano).

Outro ponto que incentivo a colecionadora foi a casa onde guarda todas as relíquias, que é onde toda a sua família morou e que ela consegue manter com os mesmos padrões arquitetônico de quase dois séculos.

CASA MUSEU
Entre os objetos colecionados, muitos até mesmo guardados “a sete chaves”. Dona Sônia mantém coleções raras como: Discos(LPs) do grupo inglês Beatles e uma radiola que toca este tipo de disco. 

“Nunca pensei em jogar os discos de vinil fora ou substituí-los por CDs, então adquiri uma radiola desse modelo para ouvir os discos.” Frisou

Entre as antiguidades, mantém intacto o primeiro aparelho de TV em preto e branco, o primeiro liquidificador e batedeira planetária de marca Walita, relógio de parede em madeira, câmara digitais antigas, óculos com armação especiais (que pertencem a família), livros de escritos no inicio do século passado.



Entre as particularidades, Dona Sônia expõe em uma sala reservada um verdadeiro arquivo em fotos que retrata as cidades do RN no passado. Entre as fotos antigas, uma foto dela feita e emoldurada pelo histórico fotógrafo Manoelito. Dona Sônia faz questão de mostrar e dizer que entre as fotos muitas foram pintada por sua mãe.
















Fonte: www.ranielegomes.com.br