terça-feira, 24 de julho de 2012

Seca na Região Nordeste Prejudica Cerca de 8 Milhões de Pessoas.

http://www.portalcaldeiraopolitico.net/mznews/data/seca%5B1%5D.jpg

O Ministério da Integração Nacional (MI) estima que cerca de 8 milhões de pessoas sofrem com a falta de chuva na Região Nordeste. Desde setembro de 2011, não chove regularmente na região e meteorologistas já consideram esta como a pior seca dos últimos 30 anos.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há possibilidade de chuva em algumas regiões do Nordeste, principalmente no litoral. Mesmo assim, as precipitações não serão suficientes para amenizar a situação. As temperaturas devem variar de 12 graus Celsius (ºC) a 37 ºC .

A Secretaria Nacional da Defesa Civil informou que 1.209 municípios já decretaram situação de emergência na Região Nordeste. Balanço levantado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 5 de julho aponta queda de 80% na produção de milho e feijão na região do semiárido.

No começo do ano, o governo federal anunciou um pacote de R$ 2,7 bilhões para enfrentamento à estiagem. Desse total, R$ 200 milhões é destinado ao pagamento do Bolsa Estiagem, programa voltado aos pequenos agricultores, e R$ 500 milhões para o Garantia-Safra. Foram recuperados ainda, 2.400 poços artesianos ao custo de R$ 60 milhões. Para a Operação Carro-Pipa, foram destinados R$164 milhões, o que beneficiou mais de 2 milhões de pessoas.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

NO BATENTE DE PAU DO CASARÃO


DE BRAÚNA FOI FEITO ESTE BATENTE
BEM SENTADO NO CHÃO POR UM PEDREIRO
CADA MARCA EM SEU CORPO É UM JANEIRO
QUE LHE DEIXA PRUM LADO MAIS PENDENTE
MESMO ASSIM RIJO, FORTE E RESISTENTE
SE ESCALDA NOS DIAS DO SERTÃO
E O PASSADO LHE TRAZ RECORDAÇÃO
DO BARULHO DE ESPORAS E CHOCALHOS
QUE FIZERAM COM O TEMPO ESSES MIL TALHOS
NO BATENTE DE PAU DO CASARÃO

NO BATENTE DA CASA DA FAZENDA
TROPEÇEI QUANDO AINDA ERA BEM MOÇO
ESPEREI MÃE TRAZER O MEU ALMOÇO
VI MARIA SENTADA FAZER RENDA
MUITA GENTE DEIXAVA UMA ENCOMENDA
UM MENINO BATIA O SEU PIÃO
PRA FICAR MAIS MACIO EM SUA MÃO
DAVA TOQUES PROFUNDOS NA MADEIRA
TEM ATÉ UM BURACO DE PINGUEIRA
NO BATENTE DE PAU DO CASARÃO

EU CONHEÇO A HISTÓRIA DE UM BATENTE
QUE POR MAIS DE CEM ANOS FOI PISADO
QUANDO A CASA CAIU FOI RETIRADO
PRA UMA SOMBRA QUE TINHA ASSIM NA FRENTE
E DE ASSENTO SERVIU PRA MUITA GENTE
ESPERAR COM FAMÍLIA O CAMINHÃO
QUANTOS ANOS FICOU ALI NO CHÃO
ESPERANDO O AMANHÃ COM PACIÊNCIA
ACHO ATÉ QUE EXISTE CONSCIÊNCIA
NO BATENTE DE PAU DO CASARÃO

(TEMA DE DEDÉ MONTEIRO)

TER AMIGO

























Ter amigo é ter pessoas
Que gostam muito da gente
Pessoas dignas e boas
Que têm do bem a vertente.

Ter amigo é possuir

Alguém que estenda a mão
Decidido a nos servir
Em qualquer ocasião.

É ter quem não dá o fora

E supre as necessidades
Principalmente na hora
Das grandes dificuldades.

Quem confidencia assuntos

Suaves ou turbulentos
Pronto a vivenciar juntos
Prazeres e sofrimentos.

É ter quem mostre o caminho

Para sair de um dilema
Enfrentando de pertinho
Qualquer que seja o problema.

Pra nossa vida é essência

Nunca arranjar inimigos
E viver toda a existência
Tendo milhares de amigos.


Autor: Zé Bezerra

O abandono a Assistência Técnica Permanente para o agricultor familiar no Semiárido Nordestino

O Projeto Dom Helder Câmara (PDHC) que beneficia mais de 15 mil famílias no semiárido nordestino corre risco de acabar, essa triste noticia tem assolado mais de 50.000 famílias nos mais de 60 municípios atendidos pelo projeto nos 06 estados nordestinos (Rio Grande do Norte, Ceara, Piauí, Sergipe, Pernambuco e Paraíba), impactando diretamente 32,78% da área total do semiárido brasileiro. 

Diante de todas essas dificuldades os agricultores familiares acompanhados pelo PDHC em Umarizal, Caraúbas, Olho D'Água, Rafael Godeiro, Apodi, Campo Grande e nos demais municípios do território do Sertão do Apodi estão prestes a serem abandonados pelo contrato de assessoria técnica do MDA, infelizmente houve um corte de aproximadamente 70% do valor de repasse do Ministério do Desenvolvimento Agrário ao PDHC, o que tem impossibilitado o pagamento a assessoria técnica permanente. Todas as executoras de assessoria técnica estão sem receber repasse de recurso desde março, dificultando a permanência das mesmas nas atividades de campo junto aos agricultores familiares. 

No Rio Grande do Norte ele está presente no território do Sertão do Apodi nos 17 municípios, diretamente com ações em comunidades e assentamentos rurais em 10 municípios são eles: Apodi, Caraúbas, Umarizal, Olho D'Água dos Borges, Janduis, Campo Grande, Upanema, Governador Dix-Sept Rosado, Felipe Guerra e Rafael Godeiro e indiretamente com ações territoriais em mais 07, que são: Patu, Itaú, Paraú, Triunfo Potiguar, Messias Targino, Severiano Melo e Rodolfo Fernandes.


Atuação do Projeto Dom Helder Câmara no Nordeste brasileiro 

A agricultura familiar constituída por pequenos e médios produtores representa a imensa maioria de produtores rurais no Brasil. São cerca de 4,5 milhões de estabelecimentos, dos quais 50% no Nordeste. O segmento detém 20% das terras e responde por 30% da produção global. Estes produtores têm sofrido ao longo dos anos um processo de redução nas suas rendas, chegando à exclusão de trabalhadores rurais de ao redor de 100.000 propriedades agrícolas por ano, de 1985 a 1995 (IBGE, Censo Agropecuário 1995/96). Boa parcela deste processo de empobrecimento pode ser explicada pela pouca oferta e pela baixa qualidade dos serviços públicos voltados para os mesmos, os quais poderiam viabilizar a inclusão socioeconômica destes agricultores. Isso levou, no passado, a aceitar como uma realidade lamentável, que os agricultores familiares são construções sociais cujo alcance depende dos projetos em que se envolvem e das forças que são capazes de mobilizar para implementá-los. 

O Nordeste é a região brasileira que detém a maior parcela dos estabelecimentos agrícolas familiares do país (49,7%), comparado com as demais regiões. Esses estabelecimentos detêm também a maior fração da área (31,6%), mas não há uma participação correspondente no valor bruto da produção (apenas 16,7%). O Nordeste é ainda a Região que a apresenta a menor área média por estabelecimento na agricultura familiar (17 ha) e a segunda menor na agricultura patronal (269 ha), com valores bastante inferiores às medias do país (26 e 433 ha, respectivamente). Em geral, são agricultores com baixo nível de escolaridade e diversificam os produtos cultivados para diluir custos, aumentar a renda e aproveitar as oportunidades de oferta ambiental e disponibilidade de mão-de-obra.
Este segmento tem um papel crucial na economia das pequenas cidades - 4.928 municípios têm menos de 50 mil habitantes e destes, mais de quatro mil têm menos de 20 mil habitantes. Estes produtores e seus familiares são responsáveis por inúmeros empregos no comércio e nos serviços prestados nas pequenas cidades. A melhoria de renda deste segmento por meio de sua maior inserção no mercado tem impacto importante no interior do país e por consequência nas grandes metrópoles. A inserção no mercado ou no processo de desenvolvimento depende de tecnologia e condições político-institucionais, representadas por acesso a crédito, informações organizadas, canais de comercialização, transporte, energia, etc. Este último conjunto de fatores normalmente tem sido a principal limitante do desenvolvimento. Embora haja um esforço importante do Governo Federal com programas como o PRONAF, o PAA, entre outros, programas estaduais de assistência técnica. 

Com todas essas dificuldades enfrentadas pelos agricultores familiares no semiárido, é cada vez mais importante o apoio e a assistência técnica garantida a essas famílias, é uma pena que o atual governo não tenha uma visão descentralizada, no sentido de desburocratizar o repasse dos recursos para a assistência técnica, e isso ocasiona um dos principais obstáculos apontados pelos agricultores familiares. A política pública oferecida pelo governo federal não é suficiente para modificar o setor, considerado estratégico para o desenvolvimento do País. “O governo anuncia recursos, mas os agricultores familiares têm dificuldades no acesso a eles”. É uma política emergencial, mas não é estruturante, tem seus avanços, mas é muito aquém da realidade. 
Release fornecido pelas entidades prestadoras de assessoria técnica no Território do Sertão do Apodi.
Via: agroecologianews12.blogspot.com.br

sexta-feira, 20 de julho de 2012

GLÓRIA AOS HUMILDES

GLÓRIA AOS HUMILDES
De Cruz e Souza e Chico Xavier

Ai da ambição do mundo, ai da vaidade
Que se mergulham sob a noite escura,
Noite de dor que vai além da sepultura
Nos afasta da vida e da verdade.

Só o caminho divino da humildade
Pode ofertar a luz radiosa e pura,
Que vem salvar a mísera criatura
Confundida no abismo da impiedade.

Pobres da Terra, seres infelizes,
Cheios de pranto e de cicatrizes,
Levantai vosso olhar sereno e forte.

Não maldigas a ulceração da algema,
E esperai a vitória alta e suprema,
Que Jesus vos prepara além da morte.

Poema de autoria do Espírito Cruz e Souza  psicografado pelo médium mineiro Chico Xavier.
Cruz e Souza e Chico Xavier
Fonte: naturezaeeducacao.blogspot.com.br

quinta-feira, 19 de julho de 2012

CLASSIFICAÇÃO DO HELENA LUCIA PARK – UMARIZAL – RN REALIZADA NOS DIAS 13,14 E 15 DE JULHO DE 2012

 
PROFISSIONAL
01º - Leonardo Cassiano x Vinicius – Parque Manoel Batista – Brejo do Cruz –PB
02º - João Paulo x Fabiolo – Helena Luica Park – Umarizal – RN
03º - Rossine x Kaká – Parque Chico Sousa – Afonso Bezerra – RN
04º - Luizinho Carneiro x Samuel – Parque Santa Ana – Mossoró – RN
05º - Rossine x Kaká – Parque Chico Sousa – Afonso Bezerra – RN
06º - João Paulo x Fabiolo – Helena Luica Park – Umarizal – RN
07º - Rodolfo Diógenes x Cassinho – Selaria do Gâmbia \ VETNIL \ Parque FVF – Mossoró – RN
08º - Jordão x Luciano – Grupo Del Raissa – Jucurutu – RN
09º - Luedson x Jr Leodil – Ivo Assunção Park Show – Itaja – RN
10º - Vaquerinho Cupim x Vagner – Parque Almir Gomes Da Silveira – Mossoró – RN

PRÊMIO  
QM

Power MV (Rodolfo) x Miss Lady Easy (Cassinho) – Selaria do Gâmbia \ VETNIL – 
Mossoró - RN

CATEGORIA B
1º - Rodolfo Diógenes x Cassinho – Selaria do Gâmbia \ VETNIL \ Parque FVF Mossoró  – RN
2º - Bão x Cassinho – Advogado Dr. Solano Suassuna – Lucrecia – RN
3º - Roberio Jr x Antonimar – Helena Lucia Park – Umarizal – RN

CATEGORIA C
1º - Leonardo Cassiano x Vinicius – Parque Manoel Batista – Brejo do Cruz – PB
2º - Vicente Medeiros x Augusto Maia – Parque Rita Medeiros – Messias Targino – RN
3º - Acailson Mendes x Junior Soares – Helena Lucia Park – Umarizal – RN

PRÊMIO 
QM
Special Elegant (Tihop) x Dan´s Gold Boy (Vaquerinho) – Mossoró Car 
Caminhões – Mossoró – 
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PROFISSIONAS DE TRABALHO
LOCUTORES - J. NILSO E BURU
JUIZ- JR SANTIAGO E JOÃO PAULO
FILMAGEM- SOLUÇÃO VAQUEJADA
ALTENATIVA - PEDRÃO
CURRAL- PEDRÃO
SECRETARIA - SUPORT VAQUEJADA

DADOS ENVIADOS POR: JUNIOR PONTES DA FILMAGEM SOLUÇÃO VAQUEJADA
Via: www.vaquejadanamidia.com

NÓS É CABRA DA PESTE...


KIT VAQUEIRO


terça-feira, 17 de julho de 2012

GLOSAS DO POETA ZÉ CARDOSO

2. Faça tudo que eu fiz se quiser ser
Cantador respeitado e Campeão

Para ser o poeta que estou sendo
Foram léguas e léguas de estrada
Minha luta já é marca registrada
Tudo quanto plantei estou colhendo
Nem que a mídia não esteja me querendo
Me trocando por ET ou por Lobão
Eu esqueço que tem televisão
E venho até o teatro lhe dizer
Faça tudo que eu fiz se quiser ser
Cantador respeitado e campeão
(Zé Cardoso)

3. Cantador pra cantar na minha frente
Deus não faz, nunca fez, nem vai fazer

Pra topar o "terror rio-grandense"
Zé Viola talvez que não aceite
Moacir diga não, Valdir enjeite
Se Geraldo souber talvez dispense
Vilanova sabendo que não vence
Chega a carta, ele abre e não quer ler
Louro Branco com medo de perder
A desculpa é "não vou porque sou crente"
Cantador pra cantar na minha frente
Deus não faz, nunca fez, nem vai fazer
(Zé Cardoso)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

NO MEU TEMPO DE CRIANÇA...






 

















 Peço a virgem Maria
Que me traga espiração

Pra me falar do meu tempo

De criança nesse sertão

Onde tudo era alegria

E a criança aqui vivia

Humilde e de pé no chão 


Quando eu era criança
Brincava com um cavalo
Mais não era de verdade
Era aquele feito de talo
Correndo no tabuleiro
Dizendo que era vaqueiro
Do chicote ouvia-se o estalo

No terreiro da fazenda
Jogava com um pinhão
Enrolado com uma linha
Arremessava ele no chão
E fazendo estripulia
Puxava a linha e dizia
"Vou aparar agora na mão"

Grande era a boiada
Que eu tinha no curral
Feita de osso de boi
Parecia que era real
O touro a vaca e o bezerro
Eu digo e não tem erro
Tinha até raça era semental

Tomava banho de rio
E jogava capoeira
Tirava areia do porão

Nadava até a barreira

Pescava com landuar

Trairá, curimatã e carar

E assava na fogueira


Montava jumento brabo

Dando coice a pular

 Correndo no tabuleiro
E peidando pra danar

Só parava quando caia

Chega a poeira cobria

E ele começava a relinxar 


De carroça eu passeei

Nas veredas do sertão

Na segunda vinha a feira

Comprar meia dúzia de pão

E de carroça ainda ia

Visitar uma velha tia

Lá na fazenda São João


Tomava leite no curral

Dos peitos da vaca roxa

Separava os bezerros

Das vacas que era moxa

Com o touro me enganei

E veja o que eu ganhei

Um coice bem na coxa


E assim era minha vida

Nas quebradas do sertão

Acordando bem cedo

Pegando o sol com a mão

Do meu tempo de criança

Agora só resta lembrança

E a saudade no coração


Diferente de hoje em dia

Que criança não brinca mais

Com osso de boi e pinhão

Isso agora ficou pra trás

Brincando de ferrorama

Gastando uma dinheirama

Tudo pago pelos pais


E é como eu vos digo

Nas linhas desse cordel

Eu era feliz e não sabia

Brincando com barco de papel

Hoje o grande Jatão

Só ver na televisão

Uma realidade cruel

A marginalização de criança

Que não tem mais esperança

De ser doutor e ter anel. 


                 Texto: Jatão Vaqueiro