quinta-feira, 27 de março de 2014

MERGULHANDO EM AÇUDE DEPOIS DA VAQUEJADA (CUIDADO)

Querendo aparecer

pulando no rio gif
Dica: Quando for tentar fazer alguma gracinha, querer se mostrar, é bom saber bem o que se está fazendo, além do mico que pode pagar, também pode ser perigoso.
Por: Caipira
 

10 ANOS SEM KARA VEIA

Há dez anos o Brasil perdia o ''Rei das Vaquejadas'' o saudoso Kara Véia


Há dez anos o Brasil perdia precocemente um dos seus grandes cantores da música nordestina, com um estilo diferenciado das bandas de forró da época, Edvaldo José de Lima, o "Kara Véia", ficou conhecido pelo seu estilo cantor e locutor de vaquejada, recebendo o título de "Rei das Vaquejadas". Pessoa simples e humilde, Kara Véia chegou ao sucesso através de muito esforço, dedicação e perseverança, além do grande talento musical.

Estourou em 2001 com a música "Foi você" que lhe rendeu mais de 80.000 cópias vendidas de seu 2º CD. Dentre os sucessos que gravou estão "Filho Sem Sorte", "Mulher Ingrata e Fingida", "Paixão de Boiadeiro" e "Boi de Carro", além das músicas de sua autoria como "Sonho Colorido", "Casameno de Vaqueiro", "Foi você", "Princesa dos Montes"(Homenagem a Chã Preta).

Natural de Chã Preta, Kara Véia morreu no dia 27 de Março de 2004, em seu apartamento na cidade Maceió, o cantor praticou suicídio, na tarde de um sábado, no interior do apartamento 303 do bloco 8-B, no Conjunto Rui Palmeira, no bairro da Serraria. Ele morreu com um tiro de pistola calibre 9 milímetros, que transfixou sua cabeça.

O suicídio foi confirmado na época, pelo de peritos do Instituto de Criminalística realizaram dois exames no local. O delegado do caso era Waldor Coimbra Lou, ele ouviu o pai de "Kara Véia". José Petrúcio declarou à polícia que estava no apartamento, na companhia do filho, quando ele parecia perturbado. O cantor pediu para o pai pegar uma caneta no carro, quando o mesmo retornou, o filho já se encontrava morto com um tiro na cabeça.

A companheira de Kara Véia foi acusada de ser o motivo de seu suicídio. Carleane, com quem o cantor tinha um filho de dois anos, informou ao delegado que Edvaldo José de Lima estava passando por dificuldades financeiras e vinha se desentendendo com ela. Afirmou que "Kara Véia" era muito ciumento e chegou a escrever um bilhete no qual declarava ser "uma pena, morrer por brincadeira.
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VALE A PENA LER ESSA CARTA E VER QUE O DESCASO DOS GOVERNOS COM OS NORDESTINOS É ANTIGO

Uma seca há 110 anos


Ismael Benévolo Xavier, seridoense de Caicó, me chega à redação trazendo uma preciosidade. Cópia de uma carta de um leitor caicoense, datada de 29 de março de 1904, publicada no jornal A República, edição do dia 11 de abril do mesmo ano. O missivista não se assina, mas no seu texto ficou claro que substituiu muito bem o correspondente do jornal em Caicó, capitão mor Ismael Baptista Xavier, que vem a ser o avô de Ismael Benévolo.

A carta conta todo o horror de uma seca braba que abalou o sertão seridoense, mesmo sendo num ano terminado em 4 que, segundo a tradição popular, sempre é ano bom de inverno, como se espera que aconteça – e tudo indica que sim – neste 2014. O missivista, que se revela bom repórter, inclui no seu texto os grandes problemas estruturais do Seridó como a necessidade da região ser ligada à capital por uma estrada de ferro. E os governos de então (Alberto Maranhão era o governador do Estado), como os de hoje, não cumpriam com as promessas. Vejamos a carta (respeitando a ortografia original) que foi publicada na secção Municípios (Caicó) de “A República”:


A CARTA
“Senrs. Redactores d’ “A República.”
Há muito tempo não tem partido d’esta localidade para as conceituadas colunas d’A República”, uma notícia siquer sobre o estado desesperador, em que se acha este município; e isto se explica pelo facto de guardar o leito o noticiarista d’esta terra, o nosso velho amigo capm. Ismael Baptista Xavier.

Vamos agora, rompendo este silêncio, dar notícias, as mais tristes e desoladoras, do nosso querido município, digno de melhor sorte; Estamos em fins de Março e até esta data, não se pronunciou o inverno, o que quer dizer, que estamos em plena secca!

As chuvas que cahiram n’neste município e seus arredores, foram de efeito nullo, nada produziram, nenhum recurso fizeram!

Na feira de 20 deste, os gêneros escasseiaram, e os que appareceram foram vendidos por preços exorbitantes, a saber: a farinha vendeu-se por 400 rs., o litro, o milho de 440 rs., o feijão por 800 rs., arroz, não houve. O clamor é geral! A cidade acha-se invadida por um numero elevadíssimo de imigrantes, deste e dos municípios circunvizinhos do Catolé do Rocha, Brejo do Cruz, Rio do Peixe, Pombal e até do Piancó, tudo do Estado da Parahyba, que tem chegado a esta cidade em procura de recursos. Da serra do Martins e Luiz Gomes também chegam imigrantes diariamente.

Os nossos recursos estão esgotados. Não há dia em que a cidade não seja invadida por uma leva de retirantes, que, esquálidos e andrajosos, imploram a caridade pública, e para não morrerem de fome, recorrem às raízes sylvestres, quando não encontram cachorro, gato e até couros de rezes mortas, para devorarem. Aqui, mesmo as pessoas de recursos, estão passando privações.

Si o nosso governo não for atendido em suas reclamações perante o governo federal, que nos auxilie para mitigarmos a fome de nossos patrícios, terá de desaparecer do mapa do Rio Grande do Norte, o populoso e laborioso município do Caicó.

Agora, que acaba de chegar a essa capital, uma comissão de engenheiros, para tratar da Estrado de ferro de Natal ao Ceará-Mirim, e d’outras medidas para attenuar os effeitos da secca, é preciso que o governo da União, se compenetrando d’isso, mande já e já, sem demora, um ou dois engenheiros d’esses, para o nosso sertão, acompanhando-os logo de recursos necessários, para conjurar a crise, estudar a planta da estrada em demanda de nossa zona, ou o serviço de açudagem, enquanto temos gente viva.

A estrada de ferro exclusivamente do Ceará-Mirim, para attenuar os effeitos da seca, não nos aproveita, no sentido de melhorar as nossas condições, afflictivas. O nosso povo, já exangue e em verdadeiro estado de inanição, não procura o agreste, onde os espera por certo a morte.

O recurso do sertão é a indústria pastoril e agrícola. Este anno aqui ninguém quer um garrote, dos poucos que restam, actualmente, nem de graça.

Da agricultura nada temos de esperar. O rio Seridó deu uma enxurrada e as vazantes nada produziram. Nas roças, nem sequer houve maxixes. Aqui não há mais uma vacca de leite, as criancinhas, dos que têm algum recurso, ainda estão se mantendo com a garapa de rapadura.

Contamos somente com o patriotismo dos que nos governam, como única esperança.

Tem havido aqui já diversos óbitos ocasionados pela fome! Agora mesmo o campanário da matriz dá signal de que um anjo voou para a mansão celestial, em consequência da fome!

O pae da creança veio a cidade pedir uma mortalha e declarou que, além deste filho, ficaram outros a morrer! Oh! meu Deus, não sei como descrever tamanhas scenas de miséria!

Aqui n’esta cidade, o povo só fala em retirar-se, si o governo não nos auxiliar, porque as pessoas, que ainda vão comendo, porém, já passando mal, e d’ando ainda alguma esmola, do pouco que lhes resta, vêem-se já em circunstâncias tão críticas a emigrar e talvez até a pé, a falta de cavalgadura.

Não se pode descrever as scenas, comovedoras, que presenciamos aqui diariamente.

O nosso município é populoso, tem uma população superior a quase mil almas, este povo todo sem recursos, condenado a morrer pela fome, é uma verdadeira calamidade! Dos municípios visinhos, como Serra Negra, por exemplo, nos chegam as notícias mais trágicas que se pode imaginar.

O governo da União deve cumprir a promessa garantida pela Constituição, mandando socorrer-nos, porque nenhuma calamidade pública equala-se a uma secca!

Aqui termino para não perder o correio.

Caicó, 29 de Março de 1904.

Um caicoense.”

Tribuna do Norte

terça-feira, 25 de março de 2014

Grande Circo Brasil

Ó senhoras e senhores
Este é o circo de horrores
Cujo igual nunca se viu
A terra dos mil favores
Dos grandes enganadores
e de um povo tão servil

Venha para o picadeiro
Todo alegre e faceiro
Receber o meu abraço
Nosso povo é festeiro
Alegre, alvissareiro
E tem nariz de palhaço

Pela ordem e o progresso
Os senhores do congresso
Enchem suas algibeiras
E s'eu escrevo possesso
Minha culpa eu confesso
Já cansei da brincadeira!

Só mesmo sendo de circo
pra viver pagando mico
a cada nova eleição
A urna é um pinico
Aonde o voto, o do rico
é que manda na nação.

Quem tem grana financia
Campanhas com mordomia
Candidato é sultão
Esta tal democracia
Anda tão oca, vazia
que não vejo solução

Quando o sujeito é eleito
O pacto já está feito
É o "toma lá dá cá"!
Vereador ou prefeito
Tem que logo dar um jeito
Do financiador pagar

Governador, presidente.
Deputado delinquentes
Senadores descarados
Vivem nos mostrand'os dentes
Andam sempre sorridentes
Bem vestidos e trajados

Já o povo "cambalhota"
Paga as contas, idiota
C' o imposto arrecadado
Grita, berra, se revolta
Mas perece sem resposta
Tocado, igualzinho gado

Eu já fui um seresteiro
Do amor/paixão obreiro
Com versos bem perfumados
Mas confesso, companheiro
Qu'é tanto bicho rasteiro
Que mudei o meu traçado

É tanta a patifaria
Que me falta a alegria
Para um verso pueril
Eu, palhaço, que ironia
Deixei de ser minoria
No grande Circo Brasil.

Jorge Linhaça

Piadas de Caipira

Chico vaqueiro e seu amigo Joca estavam voltando da roça no sítio trapear, quando quase pisam em um montinho suspeito.
— Eita nóis! Será que isso é merda Joca?
- Oxente — diz Joca, pensativo — Sei não, viu... Vamo vê Chico!
Então eles chegam bem perto, cheiram e ainda ficam na dúvida:
- Acho que num é não Chico!
— Dêxa eu vê Joca! — e coloca o dedo no montinho. — Será qui é homi de Deus?
Então o amigo coloca o dedo na boca, pra ter certeza.
— Hum... — ele resmunga, fazendo uma careta — É merda mermo Joca!
- Tem certeza cumpadre Chico?
— Acho que sim... Experimenta ocê Joca!
Então o amigo também dá uma provadinha.
- Ich! É merda memo, sô!
— Pois é... Inda bem que a gente num pisô, né Joca?

VAQUEJADA E PRADO EM OLHO D'ÁGUA DOS BORGES (RN)

VAQUEJADA


PRADO

LOCAL:               FAZENDA PITOMBEIRA
--OLHO D'ÁGUA DOS BORGES (RN)
DATA:                  DIA 30 DE MARÇO
HORÁRIO:           13:00 HORAS
--COM PAREDÃO DE SOM E FEIJOADA

NOTÍCIAS

Nordeste do Brasil teve pior seca dos últimos 50 anos em 2013, diz relatório


O Nordeste do Brasil viveu em 2013 a pior seca dos últimos 50 anos, segundo o relatório “Declaração sobre o Estado do Clima), divulgado nesta segunda-feira (24) pela Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês). O relatório traz detalhes sobre chuvas, inundações, secas, ciclones tropicais, as camadas polares e o nível do mar em cada região do planeta. Segundo o documento, a Austrália teve o ano mais quente de sua história, e a Argentina o segundo mais quente.

Os registros são feitos desde 1961, e o relatório mostra que 2013 foi o sexto ano mais quente desde então. A temperatura média da superfície do oceano e da Terra em 2013 oi de 14,5°C, marca que é 0,50°C maior que a média registrada entre 1961 e 1990, e 0,03°Cs maior que à média da década mais recente (2001-2010). De acordo com a WMO, cada década é mais quente que a anterior, sendo que a última registrada. Treze dos 14 anos mais quentes registrados ocorreram todos no século XXI.


No ano passado, as temperaturas na América do Sul foram dominadas pelo calor na maior parte do continente. No Brasil o calor provocou seca no Nordeste, ao mesmo tempo em que muitos estados sofreram com chuvas fortes no final do ano. O relatório aponta, por exemplo, a cidade de Aimorés (MG), com precipitação média quatro vezes maior do que a normalmente registrada no Sudeste do Brasil para o mês de dezembro.
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NOTÍCIAS

Governo decreta situação de emergência por estiagem em 159 cidades do RN (Dentre elas Umarizal)


O Governo do Estado publicou decreto onde declara “situação de emergência por seca” em 159 cidades do Rio Grande do Norte em virtude da estiagem prolongada “que provocou a redução sustentada das reservas hídricas existentes no Estado do Rio Grande do Norte”.

O decreto nº 24.209 terá prazo de 180 dias a contar de 15 de março deste ano. No documento, o Governo argumenta que “a condição hídrica dos municípios ainda apresenta um quadro de gravidade no abastecimento de água, pois os principais reservatórios localizados no Estado do Rio Grande do Norte se encontram com percentual de armazenamento em torno de 25% a 30% de sua capacidade máxima, nos termos da manifestação expedida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn)”.

Portal no Ar
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VEJA A LISTA AQUI:

NOTÍCIAS

RN terá 18 feiras agropecuárias em 2014, diz governo
O Rio Grande do Norte terá 18 feiras agropecuárias em 2014 dentro Circuito Estadual de Agronegócio. A informação foi divulgada pelo governo do estado na quarta-feira (19). Os destaques são as exposições de São Paulo do Potengi, Lajes, Caicó e Currais Novos, além da Festa do Bode e a Expofruit, em Mossoró, culminando com a realização da Festa do Boi 2014, de 11 a 20 de outubro, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim.


A Exposição Agropecuária de São Paulo do Potengi será realizada de 04 a 06 de abril e é cercada de grandes expectativas por parte dos criadores do Estado. O presidente da Associação Norte-riograndense de Criadores de Ovinos e Caprinos (ANCOC), Alexandre Confessor, afirma que todos os currais já foram reservados.

Saiba mais
O secretário da Agricultura, da Pecuária e da Pesca, Tarcísio Dantas, comemora o fato da retomada do calendário praticamente em sua totalidade, já que no ano passado várias exposições importantes para o estado, principalmente aos criadores, não aconteceram, como a Expofruit e Exposições de Currais Novos e Lajes, em função das dificuldades financeiras do Estado.


Para este ano, o governo definiu recursos orçamentários da ordem de R$ 1 milhão, que serão aplicados através das parcerias do estado com a Associação Norte-riograndense de Criadores (ANORC), ANCOC, Comitê Executivo de Fruticultura (COEX) e prefeituras municipais.
DO G1 RN

segunda-feira, 24 de março de 2014

Brasil Urgente - Idosa é atendida no chão e fica mais de 6 Horas para ser atendida



DO BLGO JATÃO VAQUEIRO:

A SAÚDE DO BRASIL É CAÓTICA

A SAÚDE DO BRASIL
É VERGONHA POPULAR
O RICO COMO PODE
VAI A CLÍNICA SE TRATAR
E O POBRE QUE NÃO TEM
VAI AO SUS SE HUMILHAR

O RICO TEM PLANO DE SAÚDE
QUE COBRE TODA DESPESA
JÁ O POBRE É HUMILHADO
POR VIVER NA POBREZA
E É ATENDIDO PELO SUS
SEM NENHUMA GENTILEZA

O POVO COSTUMA DIZER
EM UM DITO POPULAR
POBRE É A IMAGEM DO CÃO
TÔ COMEÇANDO ACREDITAR
PRA RICO TEM MÉDICO SEMPRE
PRA POBRE NO SUS ELE NUNCA TA

NOS HOSPITAIS DO SUS
JÁ TEM AGENTE FUNERAL
ESPERANDO QUE UM POBRE
SE INTERNE E SE DÊ MAL
PRA ELE VENDER UM CAIXÃO
E ENTERRAR O POBRE MORTAL

QUEM NÃO TEM ATENDIMENTO
E ESPERA NOS CORREDORES
MUITAS VEZES ATÉ NO CHÃO
GEMENDO E SENTINDO DORES
É GENTE QUE PRECISA DO SUS
HUMILDE E SEM VALORES

ATÉ QUANDO MEU COMPADRE
VIVEREMOS NESSA SITUAÇÃO?
ABANDONADO PELOS POLÍTICOS
QUE NÃO OLHAM PARA NAÇÃO
SEMPRE ATENDIDA PELO SUS
SEM NENHUMA CONDIÇÃO

TEXTO: JATÃO VAQUEIRO