quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Receitas Nordestinas

Leite de Coco Fresco
  Ingredientes
Coco seco 1 unidade com + ou - 700 gramas
Água fervente 500 ml
  
Modo de preparo

1. Faça um furo na casca.
2. Escorra a água em um copo. Reserve.
3. Para facilitar a retirada da casca, esquente o coco na chama do fogão, ou no forno a 220ºC por 15 minutos. Com a ponta da faca, solte o coco da casca passando-a em toda a volta.
4. Retire a pele grossa e escura do coco, corte o coco em pedaços pequenos.
4. Liquidifique o coco com a água fervente. Bata bem.
5. Passe a polpa no chinoir (este é o leite de coco grosso).
6. O leite de coco pode ser congelado.

Piadas de Caipiras

Seu Aprígio vaqueiro chega para seu amigo também vaqueiro seu Abdias e fala: 
-Compadre Abdias minha sogra morreu e agora fiquei em dúvida, não sei se vou campear o gado mais o senhor hoje ou se vou ao enterro dela... O que é que você acha homi de Deus?
Seu Abdias responde:
-Compadre Aprígio o seguinte é esse, lá em nós in Munguengue nós faz primeiro, o trabalho. Despois, vem a diversão!!! Danouuuuuuuse!!!!!!

Cantiga

A cantiga que no meu peito aterra
Tem o cheiro do campo, cor das flores,
Os acordes dos mestres cantadores
As sementes que germinam da terra.

Desde o vale, campina até a serra,
O meu tom se mistura com os verdores,
Onde o canto revela os esplendores
Abafando a tristeza que se encerra.

No roçado vibrante da cantiga
Sempre planto a semente mais amiga
Pra florir meu roçado coração.

Entre as cordas vibrantes da viola
O perfume da minha alma se evola
Revelando a cantiga do sertão.

Fonte:http://www.aguasdopajeu.blogspot.com.br/
Via: agroecologianews12.blogspot.com.br

CAMPANHAS ELEITORAIS


Campanhas eleitorais
Tendo em vista as eleições
Ocorrem neste país
Em todas as regiões
Com muita gente envolvida
Nessas movimentações.

Feitas há cada dois anos

Quase não têm novidade
Porque muito se repetem
Práticas da antiguidade
A revelia da ética
Da moral e da verdade.

Tais campanhas desvirtuam

O povo, a comunidade
Promovem a divisão
Dentro da sociedade
Gerando conflito, briga
Agressão, rivalidade.

Eleitor alienado

Fanático, bajulador
Extrapola seus limites
Torna-se até agressor
Correndo atrás de político
Mentiroso, enganador.

Candidatos sem escrúpulos

Que não tem cidadania
Agridem adversários
Ferem a democracia
Nos discursos dos comícios
Apelam pra baixaria.

As campanhas não só deixam

Eleitores divididos
Devido a grande disputa
Candidatos e partidos
Em crimes eleitorais
Acabam sendo envolvidos.

É muito grande a cobiça

Ninguém deseja perder
Há alguns que não têm tempo
De dormir nem de comer
O de baixo quer subir
Quem está não quer sair
Cada qual que quer vencer
Um tem, outro quer tomar
O que importa é sentar
Na cadeira do poder.


Autor: Zé Bezerra

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

NOSSA CULTURA


Foto retitada do blog: quiosqueazul.blogspot.com
Criação da data

O Congresso Nacional Brasileiro, oficializou em 1965 que todo dia 22 de agosto seria destinado à comemoração do folclore brasileiro. Foi criado assim o Dia do Folclore Nacional. Foi uma forma de valorizar as histórias e personagens do folclore brasileiro. Desta forma, a cultura popular ganhou mais importância no mundo cultural brasileiro e mais uma forma de ser preservada. O dia 22 de agosto é importante também, pois possibilita a passagem da cultura folclórica nacional de geração para geração.

Comemoração

O Dia 22 de agosto é marcado por várias comemorações em todo território nacional. Nas escolas e centrou culturais são realizadas atividades diversas cujo objetivo principal é passar a diante a riqueza cultural de nosso folclore. Os jovens fazem pesquisas, trabalhos e apresentações, destacando os contos folclóricos e seus principais personagens. É o momento de contarmos e ouvirmos as histórias do Saci-Pererê, Mula-sem-cabeça, Curupira, Boto, Boitatá, etc. 
 
Nesta data, também são valorizadas e praticadas as danças, brincadeiras e festas folclóricas.
 
O que é?

No folclore, encontra-se as raízes de um povo. É o conjunto de tradições, conhecimentos e crenças populares expressas em provérbios, costumes, lendas, festas, canções e danças. etc....
 
Considera-se fato folclórico toda maneira de sentir, pensar e agir que constitui uma expressão de experiência peculiar de vida de uma coletividade humana integrada numa sociedade civilizada. No Brasil em cada lugar, o povo canta, dança, e contam as suas histórias que remontam de um passado glorioso. Existem os mitos, as lendas, as festas, as músicas e as danças folclóricas.

MITOS, LENDAS COMO AS DE SACI PERERÊ E MULA SEM CABEÇA, ADIVINHAÇÕES/ CHARADAS, CANTIGAS, PARLENDAS, BRINCADEIRAS, E ATÉ FRASES DE PÁRA-CHOQUE DE CAMINHÃO SÃO CONSIDERADOS FOLCLORE.
www.arteeriso.com.br

Piadas de Caipiras

O diretor da escola de Mungungue chamou seu Joaquim vaqueiro o pai do Joãozinho na escola e disse:
- Queira me desculpar, senhor, mas seu filho Joãozinho cola nas provas.
- Meu filho? Oxente Impossíve homi de Deus!
- Eu tenho como prova-lo. Aqui está um teste de História do seu filho Joãozinho e outro do colega dele, Henrique. Vamos a primeira questão: - "Quem descobriu o Brasil?" - Henrique respondeu: - "Pedro Alvares Cabral", e Joãozinho respondeu: "Pedro Alvares Cabral".
- Mais compadre num foi esse cabra ai mesmo que descobriu nós? Pergunta o pai de Joãozinho
- Eu sei. Vamos então a segunda pergunta: "De onde partiu a caravana de Pedro Alvares Cabral?" - O coleguinha dele Henrique respondeu: "Portugal", e Joãozinho também respondeu: "Portugal".
- Seu Joaquim vaqueiro diz: Meu compadre, mais isto não prova nada...
- Tudo bem. Vamos então a última questão: "Onde Pedro Alvares Cabral morreu?"
Henrique respondeu: "Não sei", e Joãozinho respondeu: "Nem eu sei também". E ai seu Joaquim o que o senhor me diz disso?

- Agora ai danou-se visse macho véi...

Histórias do Tempo do Cangaço

Jornada Memorável Por:Archimedes Marques

Archimedes Marques contra o Mata Sete, na bela Piranhas
Partindo de Aracaju direto para a cidade de Paulo Afonso no dia 27 de julho de 2012, no intuito de prestigiarmos o lançamento do livro “Centenário de Luiz Gonzaga e a passagem do Rei do Baião em Paulo Afonso” do amigo e escritor João de Sousa Lima, eu e a minha companheira Elane Marques, em noite chuvosa (mesmo com estrada ruim no lado alagoano) chegamos ao destino. Naquela noite, além do lançamento do livro, o município de Paulo Afonso prestava homenagem ao grande e inesquecível Luiz Gonzaga, homenagem esta que se estendeu por mais alguns dias naquela cidade baiana que tanto encanta a todos, entretanto, o nosso objetivo, era também prestigiarmos no dia seguinte o lançamento do livro “Maria do Sertão” do amigo Alcino Alves Costa, em Poço Redondo, depois de visitarmos a cidade de Piranhas nas Alagoas e de lá em navegação pelo caudaloso “Velho Chico” irmos para a grota de Angico nas terras de Sergipe, mais de perto, para assistirmos mais uma vez a famosa missa campal do cangaço rezada pelas almas dos cangaceiros mortos em 28 de julho de 1938, dentre os quais, Lampião e Maria Bonita, além do soldado Adrião, em suposto combate com a tropa volante do Tenente Bezerra que praticamente pôs fim a era cangaceira no nosso querido chão nordestino.
"Altar das Cabeças" nas escadarias da Prefeitura de Piranhas em 1938
Em rápidas pinceladas, é bom lembrar que Piranhas ficou nacionalmente e até internacionalmente conhecida por ser a cidade onde as cabeças de Lampião, da sua amada Maria Bonita e de mais nove cangaceiros ficaram expostas após decapitação feita na grota de Angico em Sergipe pela polícia volante comandada pelo então Tenente Bezerra da força alagoana no dia 28 de julho de 1938. Em Piranhas também foi rodado o filme Baile Perfumado, com o mesmo tema do cangaço e que retrata principalmente a trajetória do libanês Benjamim Abrahão Botto, responsável pelo registro iconográfico do cangaço, sendo a única pessoa a filmar ações do bando de Lampião. No museu da cidade pode ainda ser visto, dentre outros petrechos do cangaço, várias fotos do famoso bandido Lampião e seus asseclas, inclusive a famosa foto que mostra o empilhamento das cabeças na escadaria da prefeitura do município que terminou correndo o mundo.

Inacinha e Gato

Piranhas também foi palco do combate que pôs fim a trajetória bandida do sanguinário cangaceiro Gato. Sabedor que a sua companheira Inacinha tinha sido presa pela polícia e conduzida para a sede da cidade, Gato que era chefe de um dos subgrupos de Lampião procurou ajuda e induziu Corisco, outro grande chefe de cangaceiros, a atacar Piranhas. Entretanto, usando da sua experiência e até sensatez, Corisco achou a ação muito perigosa, vez que, além de tudo a cidade era sede de polícia volante. 

Desesperado e alucinado de ódio Gato não ponderou, não viu a razão, não quis ouvir as advertências do amigo, agindo somente pela emoção, e assim disse que partiria de qualquer jeito para a ação de resgate a sua querida Inacinha. Corisco, por sua vez, em solidariedade ao amigo e para não se sentir um covarde acabou aceitando a empreitada. O momento não era propício, e com isso Lampião, ao saber dessa desastrada ação, não gostou nem pouco, porque sabia muito bem de todos os riscos que os seus amigos comandados iriam correr, mas já era tarde, não havia mais como impedi-los, não havia mais tempo de convencer Gato que ele estava errado. Assim, no dia 28 de setembro de 1936, os dois grupos partiram para o resgate. Gato também tinha como plano estratégico sequestrar a esposa do sargento João Bezerra que residia em Piranhas para posteriormente fazer uma troca com Inacinha.

No caminho por onde passava os 16 cangaceiros que participaram do embate, onze pessoas foram mortas a tiros, punhaladas e golpes de facão, fazendo mais duas vítimas no combate propriamente dito dentro da cidade de Piranhas. Na reação do povo piranhense junto com o contingente policial Gato levou um tiro que atingiu a sua coluna vertebral, ficando momentaneamente paralisado da cintura para baixo. Vendo o poder de fogo contrário, sem qualquer esperança de sucesso, os cangaceiros recuaram e fugiram levando Gato, que não resistindo ao grave ferimento, faleceu três dias depois em prova que de tudo Corisco estava certo. Fora de fato uma ação suicida.
cariricangaco.blogspot.com.br

IBAMA realiza operação Voo Livre e apreende 12 caçadores na região de Brejo do Cruz na Paraíba


A Operação Voo Livre, realizada neste final de semana pelo IBAMA, resultou na autuação de 12 caçadores no município de Brejo do Cruz. A equipe do Ibama realizou o monitoramento de áreas de postura de ovos das pombas da espécie Zenaida auriculata, a popular arribaçã, e também efetuou barreiras em rodovias. As ações foram desenvolvidas nos municípios de Brejo do Cruz, São Bento e Pombal, no Sertão da Paraíba.


Em duas destas barreiras, houve flagrantes de transporte de animais silvestres abatidos, no primeiro caso, um motociclista transportava 13 arribaçãs abatidas, e no segundo, uma caminhonete levava caçadores, cães de caça e 14 tatus-peba e um tamanduá mirim, o tatu-peba consta de listas oficiais de ameaçados de extinção. Dez tatus-peba que estavam vivos foram soltos pelos agentes do Ibama em seu habitat. Os animais abatidos foram incinerados pela equipe.

As multas aplicadas somaram R$ 81,5 mil. A motocicleta e a caminhonete utilizados para a prática dos crimes ambientais foram apreendidas e estão retidas no pátio do escritório do Ibama em Souza, no sertão da Paraíba.

Três espingardas também foram apreendidas bem como equipamentos utilizados para a caça, como lanternas e enxadotes. Os infratores foram conduzidos à delegacia de Brejo do Cruz, onde foram qualificados. Além das penalidades administrativas impostas pelo Ibama, os autuados devem responder por crime ambiental na justiça.

Por Blog:  Eduardo Dantas
Via: isaacarawjo.blogspot.com.br

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O DIA AMANHECENDO NA CASA DE COMPADRE ZÉ NO SERTÃO NORDESTINO














O DIA QUANDO QUILAREIA
AQUI EM NOSSO SERTÃO

DEPRESSA ECÔA O GALO

SUA LINDA CANÇÃO


CACAREJA A GALINHA

MUJE A VACA PINTADA

LATE O CACHORRO TRIGUEIRO

E ESPERNEIA A BEZERRADA


CANTA O CAMPINA O SABIÁ

O CONCRÍS E O AZULÃO

GRITA NO CAMPO A SERIEMA

RELINCHA O JUMENTO TUNGÃO


A CABOCA SE ALEVANTA

E VAI FREVER UM  CAFÉ

LOGO AO QUEBRAR DA BARRA
JUNTO MAIS COMPADRE ZÉ


O VEI PASSA ÁGUA NA CARA

E PEDE UM PANO A MARIA

ELA TRÁS UM RETALHO
DE SACO DE PADARIA

A VEIA BOTA O CAFÉ
NUM CANECO ENFERRUJADO
AMARGO COMO JILÓ
QUENTE E ARRETADO

ELE VAI TRABÁIA NA ROÇA

LUGAR ONDE VAI TODO DIA

COM A INCHADA NAS COSTAS
E A BARRIGA VAZIA

DONA MARIA FICA EM CASA

ESPERANDO ZÉ VORTAR

PERPARANDO O FEIJÃO

PRO MODE ELE ARMUNÇAR


DE TARDE ELE VAI DE NOVO

ATÉ O SOL SE PÔR

ELE GOSTA DESSA VIDA

ACHA MIÓ QUE SER  DOUTOR


E
ASSIM ELES VAI VIVENDO 
AQUI NO NOSSO TORRÃO

COMPADRE ZÉ E A MUIER

NÃO ARREDA PÉ DESSE CHÃO


GOSTAM DE FORRÓ E VAQUEJADA

CANTORIA, XAXADO E BAIÃO

DIBUIA DE FEIJÃO NO ALPENDRE

CACHAÇA, MOCOTÓ E PIRÃO
RÁDIO SÓ SE FOR LIGADO
NO PROGRAMA DE JATÃO
CABRA DA PESTE DO SERTÃO
EITA LOCUTOR ARRETADO.


                    TEXTO: JATÃO VAQUEIRO