quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Entristece o matuto do sertão Quando escuta a cantiga da acauã


Quando o sol causticante está a pino
O sertão mais parece um fogareiro
Treme o sol, de tão quente, no terreiro
Sertanejo se sente pequenino
Pela triste ironia do destino
Muito cedo se acorda de manhã
E na busca incansável no afã
Corre atrás à procura do seu pão
Entristece o matuto do sertão
Quando escuta a cantiga da acauã


Grito forte, tristonho e insistente
Na encosta da serra, ela lamenta
Muita gente lhe chama agourenta
Mas só Deus é quem sabe o que sente
Talvez cante com pena dessa gente
Que em troca lhe chamam de vilã
Com a seca se torna nossa irmã
Mas seu canto nos traz desolação
Entristece o matuto do sertão
Quando escuta a cantiga da acauã

(Carlos Aires)
Fonte: agroecologianews12.blogspot.com.br

Hoje faz 23 anos da triste partida do Mestre Lula!

 
Terra, Vida e Esperança

Luíz Gonzaga
 
Estou no cansaço da vida
Estou no descanso da fé
Estou em guerra com a fome
Na mesa, fio e mulher
Ser sertanejo, senhor
É fazer do fraco forte
Carregar azar ou sorte
Comparar vida com morte
É nascer nesse sertão
A batalha está acabando
Já vejo relampear
Abro o curral da miséria
E deixo a fome passar
O que eu sinto, meu senhor
Não me queixo de ninguém
O que falta aqui é chuva
Mas eu sei que um dia vem
Vai ter tudo de fartura
Prá quem teve hoje que não tem
 
Fonte: agroecologianews12.blogspot.com.br

NÓS É CABRA DA PESTE...

Nós aqui é assim
Nas quebradas do sertão
O caldo é bem forte
E num é de osso não
É caldo de pinto
E olhe que não minto
Veja essa arrumação

                Texto: Jatão Vaqueiro

NA TELA DA SAUDADE

NA TELA DA SAUDADE
*
Toda casinha singela
Mexe com meu coração,
Nela revejo o sertão.
Na mão de quem pinta a tela
Uma porta e uma janela
Retrata bem o pintor,
Demonstrando com vigor
A paisagem nordestina
Que por certo me fascina
Por eu ser do interior.
*
Esta é uma tela de Demócrito Borges que sempre me repassa suas criações por e-mail e eu fico muito feliz em contar com este privilégio.
 Contato: Demócrito Borges democritoartistaplastico@gmail.com
Décima de Dalinha Catunda

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

TRISTE REALIDADE...

A bola vai rolar
Nos gramados brasileiros
Sem lembrar da grande seca
Dos nossos tabuleiros
O gado todo morrendo
E as campinas se enchendo
De urubus famintos e carniceiros

              Texto: Jatão Vaqueiro
 

MAIS CAUSOS DE SEU LUNGA

Seu Lunga vai saindo da farmácia, quando alguém pergunta:
Ta doente, seu Lunga?

- Quer dizer que seu fosse saindo do cemitério eu tava morto!!!"

***

"

Entra um sujeito na sucata de Seu Lunga, escolhe um relógio um pouco velho e pergunta:

- Seu Lunga, esse relógio presta pra tomar banho?

- Eu prefiro um sabonete – Responde Seu Lunga.

***
""Seu Lunga fumando um cigarro na calçada passa um camarada e pergunta: 

-Ora, ora! Mas você gosta de fumar? 
- Não, apagando o cigarro na língua diz, gosto de me queimar."

Culinária Nordestina

Aprenda a fazer um prato típico da culinária nordestina, o cuscuz

O cuscuz é um prato típico da culinária do Nordeste brasileiro, mas que tem origem na África. Doce ou salgado, agrada a muitos. Nesta quarta-feira (01), o chef Renato Lobato ensina a fazer a receita do cuscuz paulista.
Ingredientes:
½ xícara de azeite
1 cebola picada
200 ml de molho de tomate
400 ml de água
100 g de ervilha
1 lata de milho verde
1 pimentão
2 latas de sardinha (amassada)
1 tablete de caldo de galinha
3 xícaras de farinha de milho grossa
3 ovos cozidos
tomate para decorar
sal, pimenta e cheiro verde a gosto

Modo de preparo:
Em uma panela, coloque azeite, cebola, pimentão, ervilhas, milho verde, molho de tomate, cheiro verde, tablete de caldo de galinha e sardinha. Em seguida, derrame a água e refogue até ferver. Coloque, então, a farinha de milho e cozinhe.

Misture tudo até soltar do fundo da panela. Depois, unte uma forma com azeite e distribua os ovos, as fatias de tomate e a sardinha. Para finalizar, coloque a massa, deixe esfriar e desenforme.

Piadas de Caipiras

O caipira estava sentado num barranco em Munguengue, pitando o seu cigarrinho de palha e apreciando a paisagem quando pára um carro e descem dois sujeitos com um monte de tralhas.
O caipira fica um tempão observando-os. Mede daqui, mede dali, torna a conferir, até que o caipira não resiste e pergunta:
— Me adescurpe a intromissão moço, mas o que é que ocêis tão fazeno cum esssa trecaiáda toda aí?

E um deles respondeu, todo educado:
— É que nós somos engenheiros! Estamos fazendo as medições para fazer uma estrada aqui em Munguengue!
E o caipira:
— Ah! bão! É que aqui nóis num faiz istrada deste jeito não!
E o engenheiro, em tom desafiador diz:
— Ah, não? Então como é que vocês fazem estradas por aqui?
— A gente sórta um burro e vai seguindo ele, por onde o bicho passa é sempre o mió caminho pra se fazê a istrada…
— E se vocês não tiverem o burro?
— Bão… Daí nóis chama um engenhero!
Medicamentos genéricos para a área rural já foram regulamentados   
A lei que estabelece o medicamento genérico de uso veterinário no Brasil, deve entrar em vigor dentro de 90 dias. Ela foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff. Os novos medicamentos veterinários terão conceito e critérios para registro e comercialização. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) terá papel fundamental nesse processo: regular a produção e o emprego desses medicamentos, que devem ter a mesma qualidade, eficácia e segurança dos produtos convencionais.
 “É uma iniciativa que busca disponibilizar no mercado produtos com um custo menor, atendendo a um anseio dos produtores rurais. Da mesma forma que os produtos convencionais são avaliados hoje, vamos analisar as garantias de segurança e eficácia desses novos medicamentos”, garante a diretora substituta do Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários, Angélica Ribeiro.
Após a adequação da regra vigente – voltada a medicamentos convencionais – para a inserção dos produtos genéricos, o Mapa passará a ser o responsável pelo registro das substâncias e pelo acompanhamento desde a fabricação até o emprego desses insumos. Entre essas etapas, o Ministério da Agricultura também fará análise de fiscalização do medicamento genérico, mediante coleta de amostras do produto na indústria e no comércio, para confirmação da bioequivalência, a conformidade dentro das características e uso recomendado.
da redação do Nordeste Rural

POEMA: A SECA E A MÁ VONTADE POLÍTICA

O acalanto maior
pro coração sertanejo
é ver riacho em enchente
da bica ouvir o gotejo
porém quando a chuva atrasa
deixa o sertão feito brasa
queimando a alma da gente
deixa a paisagem cinzenta
e a bicharada sedenta
deitada no solo quente.

Nossa terra infelizmente
sofre com a má vontade
de uma corja que castiga
sem dó e sem piedade
mas nosso povo com isso
que nunca foi submisso
segue de cabeça erguida
rezando e olhando pro céu
pois quem tem Deus é fiel
e nem seca atrasa sua vida.

Não é por causa da seca
que o povo sofre e lamenta
no ano seco ele sofre
mas por ser forte ele aguenta
o que deixa indignado
é ver o povo cansado
de mentira e de promessa
ser for pra ajudar, que venha
se não, bem longe mantenha
pois que tem fome, tem pressa.

Enquanto gastam milhões
sem lembrar do sertanejo
metem a cara na TV
pra oferecer sobejos
isso não é arrogância
mas quem vive na abundância
nosso sertão tudo tem
não se anima com conversa
pois nem queremos promessa
nem esmola de ninguém.

Se a seca é realidade
mude logo o pensamento
irrigue esse solo fértil
pra produzir alimento
não deixe um povo feliz
que construiu o país
sofrer neste desatino
pois mesmo com a estiagem
não tem mais linda paisagem
que a do solo nordestino

(Henrique Brandão)
Fonte:http://blogdoprofvaldemir.blogspot.com.br/
Via:  agroecologianews12.blogspot.com.br